Aggy está bêbada, frágil, perdida, e exatamente por isso, vulnerável ao tipo de aproximação que Nile domina como ninguém. Eles bebem juntos, dividem confidências vagas, e Aggy comenta sobre a casa que jamais conseguiu reformar. Nile, por sua vez, ostenta a mão machucada com uma desculpa mal costurada sobre uma tentativa de assalto. Ele mente, claro, e mente mal.
Quando Aggy menciona os pais de Maddie, Nile sorri com aquela ironia venenosa:
“Engraçado ouvir isso do homem que ‘matou’ a filha deles, né?” Ele provoca, cutuca, lança anzóis. Quer saber quantas vezes ela falou com Abbott. Quer moldar a narrativa, quer ler o medo no rosto dela. E, enquanto isso, vai difamando o agente morto, mas que Aggy ainda acredita vivo.
Nile ignora as ligações do pai, que nunca precisa repetir uma ordem, mas é silenciado em favor de Aggy, a nova fixação.
Rick, Martin e a máquina da violência
Enquanto Aggy e Nile dividem garrafas e segredos, Rick relata ao irmão mais velho, Martin, que Nile está “instável”. Martin responde sem emoção: “Ele só precisa fechar Jarvis Yards. Depois disso, é responsabilidade dele.”
É uma sentença. É também o retrato do lar onde Nile nasceu: um lugar onde amor é fraqueza e utilidade é a única moeda válida.

Psycho Killer no fundo, e psicopatia na superfície
Ao som nada sutil de Psycho Killer, Nile continua massacrando verbalmente Abbott, Shelley, o mundo, tudo aquilo que o desafia.
Aggy está alterada; ele também. Mas é ele quem conduz a dança, arrancando dela segredos íntimos, pedaços de dor, frestas da alma. Ele a quer vulnerável — e quer o controle desse momento.
Ele tenta levá-la para a cama, mas Aggy diz não. Só que o jogo emocional, esse sim, já está em curso.
Nina, o casamento-fantasma e a verdade escondida nas marcas roxas
Enquanto Aggy desaba no próprio sofá, Nina tenta falar com o marido, sem sucesso.
Quando finalmente o encontra, a violência flutua no ar: E ela enxerga no corpo dele marcas de luta, mas fica em silêncio.
O quarto de Cooper — o epicentro da vulnerabilidade
Nile entra no quarto do filho morto de Aggy e, com uma calma quase ritualística, a convence a deixá-lo ali. É íntimo, invasivo, perigoso. Ele se instala no espaço mais sagrado da vida dela.
E então diz, como se fosse apenas mais uma observação zoológica: “Orcas assassinas brincam com a comida antes de atacar.” Aggy não escuta e adormece no ombro do predador.
Ele a coloca na cama com delicadeza. E isso é — talvez — o gesto mais assustador da série inteira.

Corrupção, ataque e sangue na rua
Longe dali, Rick comanda policiais corruptos que desencadeiam violência na manifestação contra Jarvis Yards. O plano Jarvis é simples: se não podem comprar o apoio de Olivia Benitez, vão quebrar o mundo até alguém ceder.
Abbott morto — mas ainda sendo útil
Erika procura por Abbott, estranhando seu desaparecimento. O corpo dele está no porta-malas do carro de Nile. E, entre os pertences do agente, o telefone pré-pago que Aggy usa para falar com ele. E isso muda tudo.
O monólogo de Aggy: Claire Danes em seu auge
Aggy, destruída, procura Shelley de novo — e entrega um monólogo digno de prêmio.
Ela confessa o lado mais sombrio de si mesma, mas insiste: “Eu não sou um monstro.”
Shelley não aceita. A porta fecha, junto com qualquer resquício de perdão.
É o fundo do poço emocional da personagem. E Danes entrega tudo.
Chris Ingram: a testemunha que faltava
O irmão de Maddie, Christopher, procura Aggy. Ele sabe mais — e sobretudo, acredita em menos. Ele conta que os pais investiram tudo na Jarvis Yards, que Maddie tinha medo de Nile e que não era suicida.
Ele entrega a Aggy uma caixa de pertences da irmã: desenhos de pássaros, objetos pessoais, fragmentos de uma vida interrompida. E então vem o golpe: no caderno de observação de aves, uma página está rasgada. A caligrafia do “bilhete de suicídio” é dessa página arrancada.
Aggy entende na hora: Maddie não escreveu carta nenhuma. Nile matou Maddie. Ela finalmente tem prova material.
Ela manda uma mensagem para Abbott: “Eu tenho a comprovação.”
Mas quem lê — e responde — é Nile que agora sabe que Aggy sabe.
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