Como disse antes, eu sabia — e gostei — que Michael Hirst apoiasse a “lenda urbana” de que Billy the Kid não foi morto por Pat Garrett. E há fatos que sugerem que isso pode ter sido verdade. Na parte final da série mais subestimada dos últimos anos, Billy e Jesse Evans se reencontram mais uma vez. Amigos que já se odiaram, ligados por conflitos, apostas e sobrevivência, eles são irmãos de alma.
Com a lindíssima fotografia que explora longas tomadas aéreas e cavalgadas de anúncio, vemos Billy e Jesse em uma última missão, que sabemos ser vingança: encontrar Pat Garrett. Só que Garrett não é mais xerife. Tentou outros trabalhos, mas nada deu certo — sempre bêbado, sempre arrogante. O que Billy não sabia é que a nova “carreira” de Garrett era a de escritor. Isso mesmo: ele escreveu um livro sobre Billy The Kid, que o próprio pistoleiro compra e lê.

Mentiras impressas, verdades ocultas
Billy ri das mentiras e não se importa: no livro está o endereço da editora no Novo México. Ali ele saberá onde Garrett está. Para financiar a longa viagem, a alternativa mais pragmática é assaltar um banco. Jesse estranha a sugestão — Billy nunca foi assaltante. Mas, nesse caso, há um motivo extra: a agência da cidade pertence justamente a Catron.
A viagem reacende o que o tempo e a hostilidade quase apagaram: quanto Jesse e Billy perderam sendo inimigos? Eles lembram com nostalgia dos dias em que gostavam de Garrett, antes da ganância e da alma vazia dele contaminarem tudo. Olhando para trás, falam de suas famílias, do que viveram e do que perderam. Sempre fugindo do passado, agora querem ser os caçadores.
Um país em decadência (e um vilão cansado)
Em um lugar isolado, Garrett acorda na cama de uma mulher cujo nome não lembra. Está em decadência. Em Santa Fé, Catron o ridiculariza em público: ri do livro, ri da suposta bravura, ri do fato de ele ter atirado em Billy — mas não tê-lo matado. Por isso aumenta a recompensa: 75 mil dólares por quem capturá-lo. Garrett representa, para ele, tudo que está errado na sociedade americana. Emily observa em silêncio, com a certeza da hipocrisia do pai.
Quando Billy revela que planeja matar Catron — agora governador — Jesse recusa. Seria suicídio. Catron não está nas prioridades dele. Billy tenta convencê-lo, às vezes com chantagem emocional, citando a dívida por tê-lo tirado da prisão.

A captura, a verdade e uma inesperada aliança
Distraídos e bêbados, Jesse e Billy não percebem que foram cercados pelos homens de MacDaniels. Nenhum dos dois é reconhecido, e na inquietante “conversa” com ele, acabam dizendo a verdade: procuram Garrett para matá-lo. Surpreendentemente, isso muda tudo. Eles ganham apoio — e a localização do ex-xerife.
Seguindo viagem, Jesse tenta convencer Billy a esquecer Catron e cuidar da família. Mas não funciona. Billy está decidido. Enquanto isso, Garrett afunda cada vez mais no álcool.
A histeria de Catron e a fúria silenciosa de Emily
Catron está inquieto: uma onda de assaltos às suas agências só pode ser um recado de Billy. Emily estranha ver o pai tão nervoso e, durante uma crise de pânico, ele diz que Edgar era um tolo — ferindo ainda mais a filha. Parece até que Emily torce para que Billy chegue logo e vingue o assassinato de seu marido. No túmulo de Edgar, ela promete vingança.
Em um jornal, Billy e Jesse riem de uma matéria que descreve o inferno em que a vida de Garrett se tornou. Agora eles sabem exatamente onde encontrá-lo: escoltando presos até o presídio do Novo México.

O duelo final: mais mito do que história
No confronto, Garrett fica chocado ao ver Billy vivo. Tenta se justificar: fez o que fez porque era trabalho. Billy pergunta se valeu a pena ser famoso. Ele admite que não. E no duelo, Billy deixa que Garrett saque primeiro — mas bêbado, não há chance. Billy se aproxima devagar e atira no coração do ex-amigo. A vingança (fictícia) se completa.
(Na história real, Pat Garrett morreria mais tarde, e em circunstâncias bem diferentes.)
O adeus antes do último capítulo
Nos despedimos antes do episódio final com Jesse dando adeus a Billy. Há ainda um nome na lista do pistoleiro — e pelo que parece, ele vai atrás do governador.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
