I Love LA – Episódio 3 (Recap): Tallulah em queda livre (e arrastando todo mundo junto)

“You’re a bad person.” Antes mesmo dos créditos entrarem embalados por “Bad Kids”, a sensação é clara: em I Love LA, não há inocentes. Apenas diferentes graus de caos digital. E este terceiro capítulo mergulha sem dó no colapso psicológico, profissional e estético de Tallulah, com a típica mistura de deboche, autoengano e pânico que a série parece dominar tão bem.

O início do fim: quando o vídeo de Paulena cai como uma bomba

A vida digital de Tallulah vira poeira em segundos: Paulena solta um TikTok venenoso chamando-a de “fugly slut thief”, acusando-a de roubar uma bolsa Balenciaga e ser uma viciada em cetamina. É o tipo de acusação que, em Los Angeles, dói mais que difamação porque é ruína de contrato.

Tallulah descobre o vídeo enquanto está presa a uma daquelas sessões de vitamina intravenosa que os ricos juram que funcionam. O horror se instala quando ela arranca a agulha, sangra pela casa de Alani e começa a revirar tudo procurando um vape. É cômico, trágico e absolutamente LA.

Maia chega como mãe de primeira viagem acalmando uma criança hiperativa: entrega o vape, respira fundo, tenta organizar os pensamentos. Alani? Já está chapadíssima por ter tomado o comestível que a própria Tallulah recusou. E aí vem a intervenção mais necessária: Alani afoga o celular de Tallulah num vaso. Desespero? Sim. Único jeito? Também.

Maia x o mundo (e as mães sociopatas de Silver Lake)

No trabalho, Maia espera que sua chefe, Alyssa, esteja em estado de combustão espontânea. Mas Leighton Meester entrega um tipo muito específico de LA PR girl: calma, blasé, e absolutamente acostumada a casos de “white on white bullying”, que ela garante serem bem fáceis de reverter. A solução? Um pedido de desculpas corporativo, limpinho, quase gerado por ChatGPT. Tallulah pedindo desculpas? Imaginem.

Mas é fora do escritório que Maia leva o verdadeiro tapa na cara. No evento escolar de Dylan, duas meninas brigam por um brownie e Maia, inocente, sugere que dividam. A mãe de uma delas reage como se alguém tivesse pedido para a filha treinar fragilidade emocional em público. “Minha filha não vai reforçar hábitos beta.” Silver Lake, sempre servindo sua dose de sociopatia casual.

E é aí que Maia entende: se até as crianças são estimuladas a nunca recuar, por que ela e Tallulah deveriam fazer isso diante do ataque de Paulena?

Enquanto isso, Tallulah tenta transar (ou pelo menos jantar) em paz

Para tirar Tallulah do colapso, Alani e Charlie a levam ao restaurante da chef que deu em cima dela no Instagram — interpretada pela maravilhosa Moses Ingram, num registro butch irresistível. O clima estava quase bom… até Tallulah ouvir uma piada de cetamina e sucumbir à paranoia. Nem um romance de cozinha salva uma mulher perseguida por notificações.

Charlie, por sua vez, vive seu próprio drama: foi socialmente cancelado pelos garçons gays da cidade e agora ninguém deixa ele furar a fila do Canyon Coffee. Em LA isso é uma tragédia grega. Sua tentativa de reconquistar o respeito inclui deixar gorjetas gigantes para um garçom… que só queria agradar a esposa. Zero pontos.

A virada: o sobrenome maldito

O momento Eureka vem de Alani — sempre ela — que reconhece Paulena do passado: “Paulena Grace Rikers”. Sim, Rikers da prisão. O tipo de sobrenome que faz qualquer influencer ruir com uma busca no Google. Pronto, Tallulah tem munição.

O vídeo de “não desculpas” sai tão venenoso quanto esperado: Tallulah expõe a linhagem nepo-criminosa da rival, entrega o pai “bom demais nos negócios para continuar no país” e devolve ao público um alvo fresquinho para o linchamento virtual. O contrato com a Trésemme vai pro ralo, mas quem liga? Balenciaga aparece acenando com algo muito mais glamouroso.

E no fim temos Tallulah, Maia, Alani e Charlie tomando sol no café preferido, assistindo Paulena ser devorada pela internet. É quase poético.

Até Charlie ver que Alani está usando um colar de US$ 400… roubado de Paulena.

“You’re a bad person,” ele sorri.

A verdade é que todos ali são. E eles adoram.


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