The Morning Show Encerra a Temporada Entre Crises, Lealdades e Feridas Abertas (Recap Temporada 4, episódio 10)

O drama principal do episódio final é resgatar Bradley, detida na Bielorrússia, e ela não está em um hotel, mas presa em uma cela suja, sem poder dormir. Nada ali parece promissor para uma jornalista americana. Ela está desaparecida há 28 dias e nem a pressão da emissora cobrando por sua localização muda alguma coisa. Entre a abertura das Olimpíadas em Paris e a detenção de Bradley, a UPA deve estar explodindo de audiência, mas isso não altera em nada seu destino. Repetir que não é espiã não convence ninguém.

A investigação ambiental se torna peça-chave na trama política

Quem acompanha a transmissão das notícias é Cory, obviamente, e aposto que ele não apenas vai salvar o dia, como vai voltar para a posição da qual foi demitido. Ele é apaixonado por Bradley e ambicioso, e não fará nada sem considerar seu próprio interesse. Por enquanto, está envolvido com Celine.

Chip e Alex deixaram os problemas passados de lado e estão trabalhando juntos para decifrar o que foi acobertado no desastre ambiental. A ideia é localizar o caminho trilhado por Bradley, e é assim que identificam a ligação com a Martel (a família de Celine). Ao expor tudo, a notícia deve voltar aos jornais e criar mais pressão sobre o governo para interferir na libertação da jornalista.

O ressentimento de Cory, a culpa, e o ponto de ruptura

Só agora Alex lembra que Bradley havia cobrado Cory sobre a história e ele disse que não sabia (o que assumem ter sido mentira). Chip o procura e fica surpreso, não porque Cory repete que, à época, realmente não sabia, mas porque parece indiferente em trazê-la de volta. Cory lembra a Chip que Bradley mentiu para ele, invadiu seu telefone e computador em busca de informações que ele não tinha e, ao mesmo tempo, testemunhou a morte da própria mãe enquanto tentava lidar com o luto. Ou seja, Bradley não está no topo da lista dele. Mas Cory se abala quando Chip comenta o quanto Bradley lamentou o que fez e como estragou tudo entre eles.

Bradley continua sob tortura, sem dormir há semanas, e não quebra: não dá aos soldados nenhum nome. E Cory lembra dos momentos em que esteve com ela, depois de anos de amor platônico, quando ouviu tudo que queria ouvir e acreditava que começavam um relacionamento. Ele passa por Nova York pensativo, até decidir se debruçar nos documentos deixados pela mãe, que confirmam o acobertamento. Cory precisa decidir de que lado fica.

Deepfake, IA e o retorno de um fantasma esquecido

Na UPA, Mia é abordada por Ben Ross, que pede ajuda para analisar um relatório da época em que ela ainda era chefe. Há registros de alterações no avatar de Alex no projeto de IA de Stella — aquele do deepfake que tínhamos esquecido. Ela investiga e percebe que a equipe responsável era a do próprio Ben, mas há uma pessoa interna e anônima envolvida no projeto. Os dois marcam de falar no control room às 23h. É um produtor, Bart, que nunca tínhamos visto. Alex é avisada imediatamente.

Celine no centro da teia, sempre com mais cartas na manga

Celine acorda com Cory tenso ao lado, e ele pergunta diretamente se ela está por trás da prisão de Bradley, deixando claro que sabe do envolvimento da Martel no escândalo. Ela nega, mas não engana. Ele oferece entregar a prova cabal contra a Martel se Celine se empenhar em libertar Bradley. Ela aceita, mas diz que fará por ele.

Alex, sem desconfiar do envolvimento de Celine no caso Bradley, fica furiosa ao descobrir que ela estava por trás do deepfake. Ela ameaça denunciá-la caso não peça demissão, mas Celine estava preparada: lembra que a ida de Alex à ópera, negociando com russos, foi ilegal — portanto quem deveria pedir demissão é Alex. Paul Marks é acionado. Ele apenas responde: ela não é Alex Levy, investigue.

A implosão pública: Alex exposta, Cory dividido, Celine encurralada

Alex vai até a casa de Cory e, mesmo com ele tentando avisá-la para parar de falar, ela despeja tudo. Tarde demais: Celine entra no apartamento. A decepção de Alex, pela primeira vez, abala Cory. No dia seguinte, no ar, Alex se despede da UBN. E mesmo com Celine assistindo, ela não revela a verdade: diz apenas que o jornalismo não morreu.

Miles, desaparecido há meses, reaparece para a esposa, deixando Celine irritada e não exatamente surpresa. Ele volta com prova de que ela esteve no atelier dele — ou seja: tentou chantageá-lo. Ser a vilã tem um preço, e, quando a maré vira, todos se voltam contra você.

Miles também procura Cory, que não se intimida, e garante que ele e Celine têm um acordo e estão se ajudando. Miles o humilha: ele é e sempre foi bode expiatório. E então revela o pior: Martha, mãe de Cory, ajudou a enterrar a história para garantir o emprego do filho na UBA.

A coletiva que vira tudo do avesso

Alex queria amargar sua aposentadoria forçada sozinha, mas recebe a visita do pai. Ao lado de Chip, Martin discute os cenários possíveis e o mais arriscado, porém mais eficaz, seria que Alex violasse o NDA.

Cory tenta impedir que Alex faça a coletiva, mas falha, e, com isso, Celine tenta barrar a transmissão, e Mia ignora. Cory invade o evento porque o plano já estava combinado com Alex. Graças a ele, Celine admite, no ar, que os Dumont impedirão a libertação de Bradley se a verdade vier à tona. Nada poderia ser mais comprometedora do que essa fala.

O arco de Cory chega ao limite

Como já era esperado, esta foi a temporada que completou o arco de Cory. Ele se sacrificou por Bradley, por Alex, pela UBN. E acredita agora que, ao confrontar a mãe sobre Wolf River, a levou a um beco sem saída. Mas ele não é uma má pessoa.

O desfecho e a promessa — inevitável — de mais uma temporada

O episódio erra em alguns momentos de slow motion, mas segue adiante porque precisa encerrar muitas frentes. Mia assume como grande chefe da UBN. Paul e Alex se reconciliam, pelo menos como amigos, e ele empresta o jatinho para que ela vá buscar Bradley, que ficou 35 dias detida. Alex diz: “Você mudou tudo.”

E agora a pergunta sobre o fôlego da série volta a surgir: do The Morning Show original, não sobrou quase ninguém… o que ainda pode vir pela frente?


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