Robin Hood – Temporada 1, Episódio 5 (recap): Entre Deuses, Sonhos e Rebeliões

A abertura de Go Back To Them é tão cafona quanto inesperada. Mesmo que Robin Hood não seja uma superprodução, a sequência onírica – com Priscila sonhando com um homem encapuzado, chamas e a aparição de Godda, a entidade loira e nua venerada pelos saxões – tem um quê de TV aberta dos anos 1980. Ainda assim, ela cumpre seu propósito: mostrar que Priscila pressente algo maior e percebe, desde o primeiro instante, que Robin e a deusa estão entrelaçados em um destino que foge ao seu controle.

A trama retoma imediatamente após o assalto e a formação do bando de Robin, agora assumindo oficialmente o nome “Hood”, graças à capa e ao capuz que adotou. O grupo precisa decidir o que fazer com o dinheiro roubado: Robin insiste em enterrá-lo, já que gastar as moedas chamaria atenção. Spragart protesta, mas se anima ao receber um saco de moedas — mais do que ganharia em uma vida inteira.

Enquanto isso, os nobres atendem à convocação do Xerife de Nottingham. Warwick e Leicester, rivais históricos, discutem, mas chegam a um acordo tácito sobre o plano de caça ao fora-da-lei. O bispo de Hereford, ainda debilitado, tenta se manter distante, mas é pressionado por Priscila, que o confronta sobre o ataque e revela ter visto Robin em sonhos — para ela, um sinal do fim dos normandos.

Robin, por sua vez, está afogado em culpa e ressentimento pelas mortes que acumula. Decide que os Merry Men devem se separar, pois os soldados buscam um bando inteiro. Ralph tenta demovê-lo, mas falha. Tuck e Little John seguem juntos para o interior da floresta; Robin parte sozinho rumo à caverna de Godda; e Spragart ignora o bom senso e vai gastar suas moedas na taverna.

Enquanto isso, o Xerife está furioso com Milange, o fiel servo que ousou defender Priscila com uma faca. Ele ordena sua execução. Priscila, sem poder impedir a decisão, ao menos o ajuda a fugir, entregando-lhe dinheiro escondido – uma lealdade que será lembrada.

A caçada a Robin começa em Sherwood. Separados, os Merry Men logo percebem o que perderam: aquela breve sensação de família que Tuck, sempre sensível, descreve com precisão.

A movimentação em Nottingham chega aos ouvidos da Rainha Eleanor, que imediatamente suspeita. Enviar 200 homens para capturar um simples fora-da-lei é, no mínimo, exagerado – e ela sequer foi informada. Seu incômodo é político: Eleanor está empenhada em garantir o trono a Ricardo, enquanto Henrique II prefere João. O casamento, disfuncional e hostil, ganha contornos ainda mais cruéis quando descobrimos que Eleanor controla até a amante do marido, manipulando cada passo rumo a um possível “encurtamento” da vida dele.

Para se precaver, a Rainha envia o Conde de Pembroke para investigar Nottingham. É nesse momento que a Corte recebe a notícia da morte do irmão de Marian. Ela reage confusa e devastada, ainda sem saber que Robin levou a culpa pelo crime.

Will tenta consolá-la. Ele explica a estratégia que envolve sua presença na região: Nottingham é central demais para ser deixada nas mãos de Eleanor, e por isso Henrique II colocou ali seu primo. A Rainha, porém, quer Marian como espiã — afinal, ela é amiga de Priscila e filha de um lorde. O que ninguém imagina é que Marian é também o grande amor de Robin Hood.

A busca por Robin não rende frutos. Separados, os Merry Men vagam pela floresta enquanto Spragart, gastando as moedas roubadas, atrai atenção indesejada dos soldados.

No coração de Sherwood, Robin encontra a caverna sagrada guiado pelas visões de Godda. Lá, encara um velho lobo e estabelece com ele um pacto silencioso. Em seguida, recebe uma visão do pai morto, que lhe diz que seu destino é vingar os saxões, sempre guiado pelo coração. O conselho é claro: volte e reúna seu grupo.

Mas o destino o alcança primeiro. Os irmãos Miller retornam para casa e são traídos, entregues aos soldados do Xerife, que queimam suas casas e plantações. Robin vê a fumaça de longe e corre para ajudar, mas chega tarde: levados ao Xerife, os Miller são torturados para revelar a identidade e o paradeiro de Robin Hood.

Como Godda havia previsto, Robin reencontra Tuck, Little John e Spragart exatamente onde haviam se separado. Juntos decidem resgatar os Miller — e, claro, o cérebro do plano é Tuck.

Rosemary (Ralph) é torturada e admite sua participação no roubo. O Xerife prepara Henry para a tortura seguinte, mas o bispo intervém, confirmando a confissão e acelerando a sentença de morte dos irmãos.

Disfarçados de monges, Robin e os Merry Men invadem a praça para salvar a família. O plano funciona: Robin, de capuz, é visto saltando pelos telhados. Ele tenta atingir o Xerife, mas quando este desvia, sua flecha acerta o braço de Priscila. Ralph o beija em agradecimento por salvar sua família. Milange ressurge para salvar Little John e se integra ao grupo. Juntos, fogem para a floresta.

Agora, com Priscila ferida, o conflito deixou de ser político — tornou-se pessoal. E pior: o Xerife descobre que Pemberley está em Nottingham como representante da Rainha Eleanor. O que antes parecia um pequeno motim agora se revela como a fagulha de uma revolta armada. Sherwood, enfim, está no centro da guerra.


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