Dizer adeus, desapegar, nunca é simples — especialmente quando houve um amor aparentemente perfeito, como o de Dina e Doug. No episódio da semana, Dina e Allura encaram esse mesmo dilema por caminhos muito distintos. Dina se agarra às memórias felizes e se recusa a aceitar o fim terreno de Doug. Já Allura não consegue abandonar o sonho de um amor idealizado — que ela jamais teve, nem terá, com Chase — e percorre um caminho bastante conhecido de muitas mulheres: o de enxergar com os olhos errados aquilo que é mais do que óbvio. Chase não presta. Mas Allura o quer, ainda assim. Coração bandido? Vamos ao recap de “Desapegue”.

Dina se arruma diante do espelho como em uma manhã qualquer. Um gesto banal, mecânico. Mas o corpo de Doug na cama nos lembra que nada é comum. Ele morreu. Ainda assim, ela deita ao seu lado e conversa como se ele estivesse ali. É creep, é trágico, é profundamente arrasador.
No escritório, Liberty aguarda Emerald e Allura, mas sequer consegue falar com elas. Está distraída, tomada pela culpa de ter deixado Dina sozinha e corroída pelo fato de que Dina falou pessoalmente com as duas, menos com ela. Allura tenta confortá-la, pede que não ceda à insegurança. Liberty desabafa: por ser australiana, sente-se excluída da “irmandade americana” das sócias. Enumera tudo o que sempre ficou de fora, inclusive a audiência de divórcio de Allura. Nada a convence do contrário. Emerald e Allura recomendam que ela não vá atrás de Dina.
Claro que Liberty ignora.
Ela chega à casa de Dina ao mesmo tempo que Carr. As duas trocam farpas, disputam intimidade e praticamente forçam entrada. Dina está sozinha na cozinha, tentando sofrer em silêncio. O choque vem rápido: Carr e Liberty descobrem que o corpo de Doug ainda está na casa. Uma bomba-relógio prestes a explodir — e nenhuma das duas percebe os sinais.
A cena se torna constrangedora e angustiante. Como sempre acontece, todos tentam demonstrar empatia usando exemplos pessoais de luto—cada um pior que o outro. Allura compara à própria dor do divórcio. Carr fala da gata que perdeu. Liberty tenta ser objetiva, prática. Dina sustenta a educação e não as expulsa. Quem acerta o tom, para frustração e ciúmes de Liberty, é Carr. Dina aceita sua companhia porque Carr promete algo raro: ficar em silêncio.

Longe dali, Allura janta com Chase. Ele acha que o encontro é romântico. Ela está ali para entregar os papéis do divórcio. Falam sobre a morte de Doug. Allura diz que não quer carregar mágoas e o perdoa oficialmente. Por um momento, eles se entendem, até se divertem. Chase insiste em reatar. Allura impõe uma condição: ele precisa pedir perdão a todas com quem dormiu. Ela fez uma lista.
Segue-se então uma sequência de pedidos de desculpa vazios, vergonhosos, rejeitados um a um. Nenhuma dessas mulheres aceita suas desculpas. Até que ele encontra a namorada trans, Maria, com quem parece de fato tocado. Ela é prática: diz que sempre soube que era transacional. Não se chateia. Muito.
O pior embate vem com Milan. Para lidar com ela, Chase pede ajuda a Allura, que o alerta: aquelas desculpas não são por ela — são por ele. Milan é direta: rejeita tudo. E avisa que vai resolver a guarda do filho na Justiça.
No dia seguinte, Liberty retorna à casa de Dina — e é barrada por Carr, que já comanda tudo como se fosse dona do lugar. Nos desaforos, Carr ameaça literalmente ocupar o lugar de Liberty no escritório.
No velório organizado por Carr, Emerald se choca com o número de pessoas e com o clima quase festivo. Carr avisa: Dina não quer descer. Pior—o corpo de Doug ainda está no quarto. Já se passaram três dias. Nervosa, Carr pede ajuda a Emerald. Há uma nova conexão entre as duas.

No quarto, entre fotos de viagens e memórias compartilhadas, Emerald conduz a conversa mais difícil de todas. Suave, porém implacável: Doug não vai voltar. Ele já se foi. Dina resiste como pode. Diz que quer ficar com ele até estar pronta para se despedir. Então a barragem emocional finalmente rompe. Dina explode: diz que tem o direito de estar fora de controle depois de uma vida inteira se comportando. Lista todos os momentos que perdeu com Doug por priorizar a carreira. E chora — um choro profundo, atrasado, necessário.
Enquanto isso, Liberty, completamente sem noção e tomada por seu próprio surto, contrata músicos escoceses para o funeral. Totalmente fora do que Dina desejava. Emerald a censura com um único olhar. Para Liberty, a humilhação é dupla: além do erro, é mais uma “vitória” de Carr.
Allura volta ao circuito Chase–Milan e tenta convencer a ex-assistente de que criar o filho sozinha não será simples. Os três se reúnem no escritório da advogada. A conversa descamba rapidamente para agressões físicas. Milan bate em Chase. Ele desiste de qualquer acordo. E a lembra, de forma cruel, que ela também o traiu quando era sua assistente. Agora, tudo será decidido na Justiça.
Allura chega atrasada ao funeral. Liberty e Carr continuam se provocando como duas adolescentes em guerra. Emerald percebe que apenas as quatro juntas conseguirão convencer Dina a liberar o corpo. Liberty e Carr pedem desculpas pelos excessos. Nada muda.
Até que Emerald encontra a chave certa: lembra Dina de que aquele corpo já não é Doug. A energia dele segue em outro lugar. Para seguir vivendo, ela precisa desapegar. Pela primeira vez, Dina cede.
Depois, as quatro — sim, Carr incluída — falam sobre perdas, despedidas, sobre se ligar a alguém ou não para evitar a dor. Dina agradece. E finalmente, o corpo de Doug é retirado da casa.

Como consequência do que viveu — ou pura hipocrisia — Allura sai do funeral direto para a cama de Chase. Na manhã seguinte, ele pergunta o que a fez mudar de ideia. Ela responde que pode ter sido carência física, emocional ou simplesmente tê-lo visto lutar pelo filho.
Ele pede para tentarem mais uma vez. Allura hesita.
Alguém realmente acredita que isso não vai dar errado?
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