Calma. Ainda não é o fim. Depois das lágrimas por Doug, All’s Fair nos puxa de volta para o que realmente interessa: o “quem matou”, muito mais instigante do que qualquer catarse emocional.
A detetive Connie Morrow chega com as fotos da cena do crime de Lloyd Walton e resolve “conversar” — leia-se: interrogar — Liberty e Emerald. O detalhe técnico que desmonta a investigação inicial é crucial: o tiro quase perfeito na têmpora direita sustentou a tese de suicídio, mas a brutalidade contra os genitais de Lloyd, antes do disparo, deixa claro que a cena foi montada. Não foi suicídio. Foi assassinato.
Emerald e Liberty recorrem ao argumento lógico: Lloyd tinha muitas vítimas além de Emerald; o leque de suspeitos deveria ser amplo. Ainda assim, por alguma razão, Morrow fixa sua atenção justamente nas advogadas.

Todos os álibis entram em análise e o de Liberty é o mais frágil. Ela estava sozinha e existe uma janela de duas horas em que ficou inacessível, sem testemunhas. É quando Dina, minha principal suspeita desde o início da temporada, entra novamente com seu discurso favorito: interrogatório sem advogado é assédio, não há base legal, tragam fatos ou uma ordem judicial. Morrow aceita o desafio.
Para espairecer — ou fugir —, o trio pega um jatinho rumo a Nova York para o Fashion Week. Allura viaja com elas sem tocar na noite com Chase. No voo, Emerald recebe uma massagem que beira o delírio. Entre conversas dispersas, as três fazem um balanço do último mês: divórcio, abuso, morte. Um acúmulo difícil de sustentar.
Surge então a ideia de oficializar Dina como quarta sócia do escritório. Ela, no entanto, sugere que considerem Carr. Quer mais tempo livre, viajar, viver. Liberty rejeita a proposta de forma violenta. A tensão cresce quando Allura anuncia que Milan vai voltar ela o perdoou. Emerald tenta reorganizar o jogo: sugere Alberta para a equipe e deixa claro que, se Carr entrar, ela sai. Por ora, Alberta é o único nome possível.
Dina insiste com Liberty para ao menos entrevistar Carr. Revela o trauma que a une a ela: foi quem encontrou o corpo do próprio pai após o suicídio. Sente-se responsável. Liberty aceita ouvir.
Em Los Angeles, Carr e Sebastian reassistem a Postcards from the Edge. Carr recita falas com precisão quase obsessiva até Sebastian pedir uma pausa. Ele comenta que os dois deveriam estar namorando. Pergunta quando foi a última vez que ela se sentiu atraída de verdade por alguém. A resposta é imediata: Chase Munrow. E o desafio está lançado.
Chase pressiona Allura por uma reconciliação, mas ela recusa. Precisa quebrar o ciclo. Com o caminho aberto, Carr avança. Chase resiste, inclusive quando ela propõe uma noite de sexo, mas cede. Depois, a culpa aparece: ele quer tratar sua dependência sexual. Carr mostra suas cicatrizes, fala de análise, de processos ainda em andamento. Não está curada, mas está consciente. Quando Chase vai embora, Carr sabe que o que fez pode dar errado. Mesmo assim, sorri.
A pressão de Chase sobre Allura continua, até ela perceber que ele abandonou o tratamento. Sem perceber, ele menciona Carr. O ciúme explode. A conversa vira um acerto de contas cheio de verdades duras. A reconciliação parece definitivamente fora de alcance.


Isso abre espaço para um romance entre Carr e Chase feito de fantasias sexuais realizadas no escritório dela até o tropeço inevitável: ele a chama de Allura. O clima se parte ali. Carr finge leveza, mas sente o golpe.
Na sequência mais delirante do episódio, Carr contrata uma stylist com uma missão obsessiva: ter tudo o que Allura tem. O resultado é perturbador. Carr surge idêntica à rival. Milan chega a se confundir. As duas trocam farpas afiadas. “Todas nós queremos ser ela”, diz Milan. Queremos mesmo? “O mundo só precisa de uma Allura Grant”, responde Carr. “Mas também precisa de uma Carr Lane.”
É uma piada interna deliciosa Sarah Paulson imita Allura com deboche absoluto. Ainda assim, Allura deixa claro: agora alinhada a Liberty, não aceitará Carr como sócia. Mesmo assim, fazem a entrevista.
Carr surpreende pela honestidade: quer fechar a ferida de ter sido rejeitada por elas. Quer pertencer. É brilhante demais para ignorar e Dina pediu por ela. Concordam em um “teste”, imediatamente colocado em prática numa mediação de divórcio.
Carr resolve sozinha um impasse que as três sócias não conseguiram destravar. Porque é preparada. Porque é cruel. Porque é, sem dúvida, a melhor advogada de divórcio naquela mesa. Sarah Paulson toma o centro de All’s Fair aqui e a série sabe disso.
À noite, Carr queima o jantar tentando cozinhar para Chase. Eles riem, por alguns minutos. Ele termina com ela de forma quase gentil. Carr reage com agressividade, mas o vazio permanece.
Com Sebastian, ela mantém a fachada. Quando ele insiste em saber por que ela quer trabalhar com aquelas mulheres, a resposta vem nua: não é destino, é vingança. Ela quer destruir o escritório. É a única coisa que elas realmente amam.
O episódio termina com o tabuleiro completamente montado: o assassinato sem solução, alianças frágeis, desejos mal resolvidos e inimigas tentando trabalhar juntas. Nada foi resolvido e é exatamente isso que deixa tudo ainda mais interessante antes do último episódio.
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