A continuação de A Rede Social, que chega aos cinemas em outubro de 2026, reúne no elenco três dos maiores talentos dos últimos anos: Jeremy Strong, Jeremy Allen White e Mikey Madison. Juntos, eles dão corpo a uma história que mira não o nascimento de uma startup em um dormitório universitário, mas a realidade da rede social com mais usuários do mundo, hoje com mais de 3 bilhões de pessoas conectadas.

Se o filme original de David Fincher, lançado em 2010, com Jesse Eisenberg e Andrew Garfield nos papéis principais, narrava a gênese do Facebook — sua ambição, velocidade e ruptura —, The Social Reckoning parte do ponto oposto da linha do tempo. Aqui, o interesse não é mais a criação do império, mas o que ele se tornou.
Escrito e dirigido por Aaron Sorkin, o novo filme investiga os bastidores de uma empresa já gigantesca, poderosa e opaca. Jeremy Strong assume o papel de Mark Zuckerberg, agora não mais como o jovem prodígio, mas como o executivo no centro de um sistema acusado de priorizar lucro, engajamento e crescimento acima de segurança, saúde mental e democracia. Jeremy Allen White interpreta o jornalista Jeff Horwitz, do Wall Street Journal, responsável por reportagens decisivas que expuseram documentos internos da empresa.
No centro de tudo está Frances Haugen, vivida por Mikey Madison.

Haugen é uma engenheira e gerente de produto que trabalhou no time de integridade cívica do Facebook e que, em 2021, decidiu romper o silêncio. Foi ela quem reuniu e vazou milhares de documentos internos — o conjunto que ficaria conhecido como Facebook Files — revelando que a empresa tinha conhecimento dos impactos nocivos de seus produtos, especialmente sobre adolescentes, desinformação e radicalização, e ainda assim escolhia não agir de forma estrutural.
O gesto teve consequências imediatas: audiências no Senado dos EUA, no Parlamento britânico e no Parlamento Europeu, investigações regulatórias, ações judiciais e uma mudança definitiva na forma como o Facebook passou a ser percebido publicamente. Mais do que um vazamento, foi um abalo institucional.
A origem do filme está justamente nesse momento de inflexão. The Social Reckoning se baseia no livro-reportagem Broken Code, de Jeff Horwitz, e funciona como uma continuação moral de A Rede Social: se antes a pergunta era “como tudo começou?”, agora ela é “quem paga o preço?”.

Para Mikey Madison, Frances Haugen representa mais do que um papel de destaque. É um reposicionamento artístico claro. Longe de personagens impulsivos ou provocadores, ela interpreta uma mulher técnica, metódica, solitária, alguém que sabe exatamente o que está em jogo ao decidir tornar público o que deveria permanecer escondido. É um papel de contenção, tensão interna e consequência. Um daqueles que não gritam, mas permanecem.
Ao reunir Strong, Allen White e Madison, Sorkin constrói um filme que promete menos mitologia e mais confronto. Menos fascínio pela genialidade e mais atenção às fissuras do poder.
Se A Rede Social capturou o espírito de uma era em ascensão, The Social Reckoning parece disposto a encarar o momento em que a conta finalmente chegou.
Se A Rede Social capturou o espírito de um mundo em ascensão, The Social Reckoning chega como um filme já calibrado para a conversa do Oscar 2027, disposto a encarar o momento em que a conta finalmente chega.
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