Como publicado no Caderno B+
Se você tem uma ou mais adolescentes em casa, as festas de fim-de-ano costumam vir com trilha sonora definida, irresistível, insistente e, na prática, obrigatória: Taylor Swift. Seja como show completo ocupando a TV da sala, como set acústico tocando enquanto a casa ainda cheira a rabanada, ou como um álbum inteiro rodando sem que ninguém ouse pular faixa, ela está ali. Sempre. E quase sempre acompanhada de um coro afinado, que sabe as letras, as pontes e até as pausas dramáticas de memória.
Há algo de profundamente simbólico no fato de Taylor poder ter protagonismo na virada de ano. Porque ela não entrega apenas música; entrega narrativa, continuidade, memória afetiva. O Eras Tour funciona como um grande álbum de família do pop contemporâneo, meticulosamente documentado, capaz de atravessar gerações dentro da mesma casa. Quem acompanhou desde Fearless assiste com nostalgia. Quem chegou em Midnights ou folklore encontra ali uma artista que parece ter vivido várias vidas, e organizado todas em capítulos muito claros.

As opções são muitas, e cada uma conversa com um humor específico do feriado.
Taylor Swift: The End of an Era: A série documenta; já tem quatro episódios na plataforma e os dois últimos sobem justamente na semana do Natal. Tem cara de encerramento consciente. Não é só o fim de uma turnê colossal, mas o fechamento simbólico de um ciclo criativo, quase como quem faz um balanço antes de virar o calendário. Há emoção, há celebração, mas também há controle de narrativa, algo muito característico dela. Tudo registrado, tudo ensaiado e, ainda assim, autêntico. Pode ter certeza que as Swifties vão adorar.
Taylor Swift: The Eras Tour – The Final Show: O registro do show final carrega o peso do último suspiro. É grandioso, emotivo e inevitavelmente melancólico. Mesmo quem não se considera fã entende que está diante do fim de algo que redefiniu o tamanho do pop ao vivo nos últimos anos.
Já Taylor Swift: The Eras Tour (Taylor’s Version) é a experiência dos trechos acústicos, pensada para quem quer permanecer ali dentro por mais tempo. Mais músicas, mais contexto, mais imersão. Funciona perfeitamente para aquelas tardes longas entre um almoço e outro, quando o Natal desacelera e ninguém tem pressa de levantar do sofá.
E quando a casa pede silêncio — ou pelo menos introspecção — entra Folklore. Um álbum que não disputa atenção, mas ocupa o ambiente. Taylor em modo confidência, quase literária, ideal para equilibrar o excesso típico das festas e lembrar que nem toda festa precisa ser barulhenta.

No fim, fechar 2025 com Taylor Swift não é apenas sobre consumo pop ou entretenimento fácil. É sobre compartilhar códigos afetivos. É ver mães decorando refrões sem perceber, pais reconhecendo melodias que juravam não conhecer, adolescentes explicando referências como quem apresenta um universo inteiro. Entre a ceia e a sobremesa, Taylor vira ponte entre idades, gostos e fases da vida.
Talvez seja por isso que ela funcione tão bem nessa época do ano. Porque o as Festas também são isso: um grande compilado de eras pessoais, todas coexistindo na mesma sala.
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