Cinco anos antes do sequestro
Marissa e Peter chegam em casa com Milo recém-nascido. Como todo casal, tentam se ajustar à privação de sono e à nova rotina. No início, Peter ajuda. Mas, pouco a pouco, o peso do cuidado passa a recair quase exclusivamente sobre Marissa. O cansaço vira ressentimento. O ressentimento vira distância. A fissura no casamento não nasce do sequestro — ela já estava ali.
Nos dias atuais, dois dias após o desaparecimento de Milo, Marissa entra em um estado de obsessão silenciosa. A ausência de notícias a consome. Ela e Peter mal se falam, sobretudo depois de ele ter jogado sobre ela a culpa pela “falta de cuidado”. A dor vira acusação.
Jenny relembra como Carrie era prestativa, quase indispensável, e como Jacob havia se apegado a ela. Sem a babá, Richie não altera um milímetro da própria rotina, sobrecarregando ainda mais a esposa. Quando se descobre que Carrie usava um nome falso, mais uma vez a culpa recai sobre Jenny — o erro de confiar, o erro de contratar.
E aqui já odiamos Richie. Não é difícil. Ele é machista, egoísta e absolutamente incapaz de assumir qualquer responsabilidade doméstica ou emocional.
E posso dizer que há um certo mal casting na série? Jack Lacy e Thomas Cocquerel já estão com um histórico de homens babacas (Lacy na 1ª temporada de The White Lotus e Cocquerel como Tom Raikes de The Gilded Age)
Lia e Brian conversam sobre o avanço da investigação e sobre o clima insustentável entre Marissa e Peter depois da grosseria dele ao culpar a esposa pelo desaparecimento do filho. Todos seguem para a coletiva de imprensa. O casal chora diante das câmeras — e é Marissa quem sustenta Peter quando ele quase desmorona.

Os detetives estranham o silêncio em torno de Carrie, mas um detalhe muda tudo: ela e Peter tiraram folga no mesmo dia. Paralelamente, na escola, os pais alertam Jenny de que, cedo ou tarde, toda a responsabilidade vai cair sobre ela — por ter contratado a babá que sequestrou Milo.
Para piorar, a internet entra em cena com sua crueldade habitual. Marissa e Peter passam a ser assediados, julgados, condenados. Lia, sempre explosiva, só contribui para aumentar o caos. Jenny, por outro lado, é a única capaz de ouvir Marissa sem acusá-la. Em uma conversa aparentemente casual, ela comenta que os investigadores perguntaram se Carrie havia tirado folga no dia 25.
O comentário acende um alerta. Marissa se lembra de um fim de semana específico, quando Peter disse que não poderia ajudá-la com Milo porque estaria em uma conferência justamente no dia 25. Ele mentiu. Marissa questiona Colin se ele sabia de algum caso extraconjugal. Colin diz que não — mas admite que não se surpreenderia.
Enquanto isso, Alcaras e Greco voltam a interrogar todos, pescando contradições, inclusive no novo depoimento de Ana. Peter começa a parecer mais implicado do que qualquer outro. Greco se mostra desconfortável com essa possibilidade. Alcaras, não. Ele considera calmamente a hipótese mais impensável de todas: um pai envolvido no desaparecimento do próprio filho.
Peter trata os irmãos com desprezo, pedindo que continuem “sendo inconvenientes” para que ele tenha algo com que se ocupar. Em seguida, recebe uma mensagem que esconde de todos. Logo o vemos negociando o resgate de Milo. Ou algo que se parece muito com isso.
Na coletiva de imprensa, Marissa é massacrada. Repórteres sugerem que tudo não passa de uma encenação para, no futuro, virar livro. Peter já sabia do tom da matéria — e, mais uma vez, deixa a esposa ser exposta. A discussão entre os dois acontece diante de Alcaras. Peter nega qualquer caso com Carrie ou com outra mulher. A mentira sobre o dia 25, segundo ele, teria sido para tratar de uma negociação envolvendo o irmão, Brian. A tal mensagem e a negociação? Na verdade, eram uma tentativa de subornar um jornalista para não publicar ataques contra Marissa.
Eles se reconciliam. O detetive ouve tudo.

Na conversa que se segue, outra mulher surge como bode expiatório de uma tragédia antiga: Brian é deficiente por causa de um acidente provocado por Lia. Fica claro também que os irmãos de Peter dependem financeiramente dele — e do dinheiro que ele e Marissa constroem juntos. Para completar o quadro, o carro abandonado de Carrie é encontrado em uma região remota. Para Alcaras, não há mais dúvida: ela não está agindo sozinha.
Jenny segue sendo o único apoio emocional real de Marissa. Juntas, elas conectam pontos que a polícia ainda não havia unido: toda terça-feira, Carrie e Ana compravam milk-shakes para Jacob e Milo. As duas se conheciam. Eram amigas.
No final do episódio, finalmente vemos Carrie. Ela está em uma casa isolada, com o cabelo tingido, maquiagem diferente, assumindo outra aparência. Ana sai chorando. Milo está ali, tranquilo, confortável, como se nada estivesse errado. A proprietária do imóvel bate à porta usando a chave extra que Carrie pediu.
Ela está esperando alguém.
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