No meio da noite, vemos o homem da foto que a polícia procura parar em uma loja de beira de estrada para comprar comida. Ele fica visivelmente apavorado ao ver a notícia do sequestro na televisão. Ao voltar para o carro, está acompanhado de uma criança. Outra sequestrada? A conversa sugere que sim. A menina pede para dormir em uma “cama de verdade”, não na “cama de férias”, e pergunta por que Carrie não está com eles. O homem responde que “Carrie precisa se esconder porque é famosa” — e, em seguida, tira uma arma do bolso. O perigo, agora, é explícito.
Dia 4
Alcaras conversa com a esposa sobre os problemas de saúde do filho e sobre como, com mais apoio, o menino poderia ter um futuro melhor. Há ali um misto de amargura e ironia: ao menos, dizem, eles têm a sorte de criar um filho que jamais será “um babaca rico”. Mais tarde, falando do caso, Alcaras afirma que ainda não quer divulgar a foto do suspeito, pois isso o alertaria de que está sendo procurado. “Até pessoas boas fazem coisas erradas sob pressão”, ele diz — uma frase que ecoa além da investigação.

Mesmo assim, ele liga para Jenny e pede que mostre a foto a Jacob, para ver se o menino reconhece o homem. Durante a ligação, porém, Alcaras se distrai com o próprio filho. Jacob afirma nunca ter visto o homem da imagem. Marissa, deprimida em casa, liga para o detetive em busca de notícias. Ela hesita em autorizar a divulgação da foto: sabe que Carrie cuidava bem de Milo, mas não faz ideia do que aquele homem pode ser capaz de fazer. No fim, acaba concordando.
Ao deixar Sam na escola, Alcaras se lembra de que poderia ter garantido ao filho uma vaga em uma escola melhor se tivesse aceitado ajudar um homem influente do conselho a livrar o filho adolescente da prisão. Na época, recusou. Agora, a foto do suspeito é finalmente divulgada.
Esther vai até a polícia identificar o homem da imagem: Kyle Smith, um jovem que ela adotou anos atrás. Alcaras estranha imediatamente — afinal, foi o endereço dela que Carrie forneceu a Marissa no dia do desaparecimento. Esther fala sobre a infância difícil de Kyle e insiste que, apesar do envolvimento com drogas, ele não seria um sequestrador. Ela não reconhece Carrie, nem por foto nem por nome. Ainda assim, algo não fecha. Alcaras não compra a história.
Com um nome, a investigação finalmente avança. Em poucos minutos, descobre-se que Carrie visitava Kyle quando ele estava preso. Tudo parece quase explicado. A motivação, ao menos à primeira vista, seria financeira. Mas será mesmo?
Entrevistando outros presos que conviveram com Kyle, os detetives descobrem pouco sobre a relação dele com Carrie — nem mesmo no antigo local de trabalho. Uma mulher nega reconhecer Carrie, mas, quando fica sozinha, murmura para si mesma: “Por que você inventou esse nome, Josie?”. Agora sabemos: Carrie não é Carrie.
Alcaras compartilha tudo com Marissa e fala também sobre o filho, Sam. Ele pergunta se Peter não estaria escondendo dela alguma negociação envolvendo o pagamento do resgate. Marissa garante que não. Diz que Peter sempre foi assim, alguém que gosta de cuidar, de resolver, de assumir responsabilidades. O detetive menciona ainda a estranha conexão de Esther com toda a história, observando que ela foi a única pessoa que realmente cuidou de Kyle — e que, se Carrie a levou até aquele endereço, dificilmente foi por acaso. A explicação soa tortuosa, e de fato é.

Sozinho, Alcaras repensa o futuro do filho, a dependência permanente dele e da esposa, os limites impostos pelo sistema. Ele muda de ideia. Aceita o suborno para garantir uma vaga melhor para Sam.
Dia 5
O caixa do posto onde Kyle havia parado para comprar comida reconhece o homem da foto. A partir disso, a polícia chega à casa onde Carrie estava escondida. O local está abandonado. Há vestígios de sangue na cozinha. A busca se estende ao lago em frente à casa.
Um corpo é encontrado.
De quem?
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
