“Vocês pegaram meu filho!”, vocifera Josie. No caos do momento, Colin tenta se aproveitar de uma distração para tomar a arma. É atingido por um tiro. Josie entra em pânico, grita que não quer machucar ninguém e permite que chamem uma ambulância. Mas já é tarde. Colin morre. A partir daquele instante, Josie também se torna uma assassina.
Milo chama pela mãe. Marissa tenta ir até ele, mas Josie a impede. A mãe é ela. Ou, ao menos, é assim que Josie se vê.
Quando Marissa pergunta quem ela realmente é e ouve o nome Josephine Murphy, fica em choque. “Mas você está morta.” É aqui que All Her Fault revela seu verdadeiro centro dramático. E, ironicamente, não é sobre culpa individual — nem de Marissa, nem de Jenny, nem mesmo de Josie. Mas cheguemos lá.


Josephine diz que, se contar tudo, Marissa não vai acreditar. Ela precisa ouvir. Antes que consiga tocar a gravação, Peter toma a arma. Na luta, ele mata Josephine. Como sempre, tenta reescrever os fatos: diz que o disparo foi acidental, que Marissa não viu direito. Só que, desta vez, não funciona. Marissa já entendeu tudo.
Na noite em que voltavam do hospital com o recém-nascido, houve um acidente de carro. Eles bateram em Josephine, que também voltava do hospital com o próprio bebê. O filho de Marissa morreu no impacto. O de Josephine, não. Peter trocou os bebês. A justificativa? Ele acreditava que Josephine estivesse morta. “Salvou” Milo. Salvou-se. E destruiu tudo ao redor.
Marissa chora não apenas pela verdade, mas porque Peter a fez acreditar, por semanas, que o sequestro era culpa dela. Nunca foi. Sempre foi dele.
Antes que possam ouvir a gravação no celular de Rob, a polícia chega. Alcaras tenta organizar a cena, inicialmente tratando o caso como um drama familiar dos Murphy. Peter conta sua versão do acidente, insistindo que não sabia que Carrie/Josie era a mulher que julgavam morta — e que ela estava obcecada por Milo, “achando que ele era seu filho”, disposta a matar todos. Alcaras estranha: se Josie era tão perigosa, por que deixou Lia chamar a ambulância? Por que permitiu que Brian cuidasse de Milo? Algo não fecha. Mas Marissa confirma a versão de Peter. O caso, oficialmente, segue adiante.
Quando finalmente consegue ouvir a gravação feita por Rob antes de morrer, Marissa descobre a verdade completa: Peter matou Rob não apenas para “salvar” Milo, mas para eliminar a prova do que havia feito anos antes. Confrontado, Peter ainda insiste que fez a coisa certa. Milo voltou para casa. E mais: com Rob vivo, eles jamais estariam seguros. Ele não planejou nada — apenas “agiu”. Produtivamente.
Peter exige o celular de volta. Marissa devolve. Ele não percebe que, naquele instante, ela já tomou uma decisão.
Dia 10
O laudo de morte de Josephine aponta pólvora em sua mão. Alcaras não consegue provar que Peter a matou. Falta o motivo real.
Na vida “normal” pós-tragédia, Marissa vive em estado de tensão. Ela e Lia organizam o velório de Colin. Em meio aos detalhes, Marissa menciona ter contratado um serviço específico “por causa da alergia”. De quem?
Peter avisa que a polícia encerrou o caso como legítima defesa. Tudo resolvido. Mas ainda restam trinta minutos de episódio.
Milo quer voltar à escola. Marissa demonstra preocupação — aparentemente com o filho, mas, no fundo, com Peter ao lado dele.
Jenny está trabalhando quando vemos que Esther agora atua como babá de Jacob. Um detalhe inquietante. Ao receber uma mensagem de Marissa, vai encontrá-la e ouve toda a verdade. Marissa está presa: se denunciar Peter, perde Milo. Jenny a impede de seguir por esse caminho. O segredo ficará entre as duas. A pergunta passa a ser outra: como se afastar de Peter? Divórcio não basta. O que, então?


No dia 22, Alcaras leva o filho para a nova escola e, ali, tem a revelação final: sinestesia. Uma condição neurológica rara, hereditária. Milo tem. Com isso, Alcaras entende tudo. E confirma a verdade.
No dia do velório, perto dos calmantes, há uma caixa de veneno. Marissa diz a Peter que concorda com ele. Que seguirão em frente. Enquanto recebem as pessoas para lembrar Colin, Peter se serve do buffet. Reclama, mais uma vez, de não poder “cuidar” dos irmãos. Com Brian, a manipulação já não funciona. Ainda assim, tenta gaslighting com Lia, culpando-a por tudo por causa do relacionamento com Colin.
O veneno entra em cena de forma silenciosa.
Marissa conforta Peter, diz que a vida deles ficará bem. Então ele começa a passar mal. A garganta fecha. Marissa comenta que não conferiu todos os alimentos por causa da alergia dele. Peter tenta usar a caneta de emergência. Está vencida. Não há outra no carro. Ele percebe: não foi um acidente. A ambulância não chega a tempo.
Quando Alcaras recebe a notícia da morte de Peter, entende tudo. Lembra da conversa no dia 27, quando ele e Greco falavam de mortes. Não era sobre o sequestro. Era sobre Peter.

Lia presta depoimento acompanhada de um advogado. Marissa diz que comeu soja — o alimento que causava alergia a Peter — e beijou o marido, provocando a reação fatal sem intenção. Lia entende imediatamente que foi deliberado. E escolhe não acusá-la. Porque lembra de tudo que Peter fez, de como a fez carregar culpas que não eram suas. Ela sustenta a versão da cunhada.
Semanas depois, Alcaras visita Marissa. Deixa claro que sabe da verdade. Que Peter foi o responsável por tudo, mesmo antes de ela compreender o que estava acontecendo — e que, quando compreendeu, teve de escolher. O caso está encerrado. Ela não corre riscos. Mesmo assim, ele quis dizer uma coisa: “Está tudo bem.”
Em uma tarde tranquila, sem os maridos que as culpavam por tudo, Jenny e Marissa observam Jacob e Milo brincarem juntos.
O ciclo se fechou.
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