Alcaras atualiza Marissa sobre o estado do caso — e muita coisa já virou do avesso. Carrie, cujo verdadeiro nome é Josie, e Kyle alugaram uma casa à beira do lago, onde mantiveram Milo. A casa foi abandonada, assim como o carro. Todas as evidências indicam que a criança estava sendo bem cuidada, mas um corpo foi encontrado no lago. Trata-se de um adulto, aparentemente Kyle. Segundo a polícia, ele foi executado com um tiro na nuca. A conclusão inicial é direta: Carrie/Josie teria eliminado o próprio cúmplice e agora estaria agindo sozinha.
Na casa, a polícia encontra uma fantasia de sapinho pertencente a Milo. O detalhe é devastador: aquela roupa havia desaparecido antes de Ana ser contratada, antes de Jenny e Marissa sequer se conhecerem. Como a própria Marissa percebe, “isso muda tudo”. A fantasia prova que Carrie/Josie já estava atrás de Milo muito antes de se infiltrar na vida da família por meio de Jenny.

O clima na sala muda instantaneamente. Brian, Colin, Lia e Peter se tornam, todos, suspeitos. Peter lembra que a fantasia “sumiu” durante uma viagem de fim de semana da família e que Milo ficou profundamente abalado quando não a encontraram. Todos tentam racionalizar, oferecer explicações, minimizar. Marissa, não. Ela se dá conta de que apenas aquelas pessoas estavam na viagem. Logo, alguém entregou a roupa a Carrie/Josie.
Sozinhos, os cinco tentam reconstruir, passo a passo, o que fizeram naquele fim de semana. Peter direciona a suspeita para Lia, sugerindo que, como ex-dependente química, ela poderia ainda estar usando drogas. Lia nega. Peter insiste. Colin intervém, defendendo Lia com veemência. A tensão cresce.
À noite, Marissa e Peter se preparam para dar uma entrevista. Peter recebe uma mensagem e se afasta. Marissa se lembra de que os três — Peter, Colin e Lia — saíram naquela noite específica, justamente quando o sapinho desapareceu. Ao questionar Peter sobre a mensagem, a discussão é interrompida pela chegada de um bolo de aniversário de Milo. Os quatro continuam brigando. Marissa, exausta, pede silêncio. Diz que quer limpar o café e prefere ficar sozinha. É o aniversário do filho desaparecido — e ninguém parece lembrar, além dela.
Jenny chega para apoiar Marissa antes da entrevista. Em casa, ela discute com Richie, que quer saber quando o “plantão” dele termina. Jenny explode. Ele tem horas livres, autonomia, descanso. Ela, mesmo sem o filho, segue cuidando da casa, das contas, do trabalho. Ainda assim, se sente culpada, pede desculpas e promete “melhorar”. O ciclo é conhecido.
Com Marissa, Jenny também se culpa ao saber que Carrie/Josie matou Kyle. Marissa a interrompe: a babá já queria Milo muito antes de ser contratada. Isso não é culpa dela. Pela primeira vez, Jenny escuta isso de forma clara.


Quase em paralelo, Marissa descobre mais uma mentira — rapidamente esclarecida, antes que gere nova suspeita. O detalhe só importa por um motivo: sugere que Colin e Lia passaram algumas horas sozinhos naquele fim de semana.
Peter desaba de saudade do filho. Ao voltar para casa, encontra Jenny limpando o sofá, sozinha. Ela se desculpa novamente por ter contratado Carrie/Josie. Peter diz que não consegue perdoá-la. É uma fala brutal — e hipócrita. Em seguida, com falsa delicadeza, pede que Jenny vá embora para que ele possa “cuidar” da esposa. Marissa reage mal.
A patologia de Peter é clara: ele precisa ser o cuidador. Ele vai até a casa do irmão e passa a ditar o que Brian deve comer, fazer, sentir. Relembram o acidente que deixou Brian deficiente. E então a verdade emerge: foi Peter quem causou o acidente, permitindo que a culpa recaísse sobre Lia — arruinando a vida dela e moldando a dinâmica disfuncional de toda a família.
Marissa descobre que Colin e Lia estão namorando há meses, em segredo. No confronto que se segue, Colin acusa Peter de orquestrar todos os dramas para ocupar o lugar de cuidador indispensável, compensando a ausência dos próprios pais. Ao mesmo tempo, Brian descobre algo ainda mais cruel: Peter não está tentando ajudá-lo. Ao contrário, vem sabotando silenciosamente a cirurgia que poderia lhe devolver autonomia. E, mesmo diante das provas, Peter continua gaslighting Lia, acusando-a de ter roubado remédios que ela claramente não roubou.
A lavagem de roupa suja segue, mesmo com a equipe de imprensa à porta. Décadas de gaslighting e ressentimento não cessam com apelos — nem com a campainha. Só param quando Marissa explode, quebra tudo e finalmente é ouvida. Sem filtro, ela diz o que evita há anos: o casamento acabou. Ela fica melhor quando Peter está longe.
Então o telefone toca.
A delegacia informa que há uma criança lá.
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