O episódio começa com Ser Duncan enterrando Ser Arlan de Pennytree, o cavaleiro a quem serviu como escudeiro desde criança. Dunk fala sozinho enquanto cava a cova, lembrando da vida errante que levou com Arlan e afirmando que foi armado cavaleiro por ele pouco antes de morrer. Não há testemunhas. Ser Arlan era pouco conhecido e praticamente ninguém em Westeros se lembra dele.
Após o enterro, Dunk segue viagem rumo a Ashford Meadow, onde acontecerá um torneio de justas. Ele fala com seus cavalos sobre provar seu valor e garantir trabalho como cavaleiro. Nesse momento, a trilha começa a sugerir o tema de Game of Thrones, mas é abruptamente interrompida quando Dunk precisa se aliviar, em uma cena corporal e deliberadamente antiépica. Um pássaro observa à distância, criando um eco visual com a ideia posterior de “testemunha”.
O episódio intercala essa sequência com lembranças de Dunk com Ser Arlan. Ele recorda o mestre como um bom homem que raramente o castigava injustamente, enquanto vemos, em montagem, diversos tapas e correções físicas. A série estabelece desde cedo a formação de Dunk: criado com dureza, mas apegado a uma noção idealizada de honra.

Ao chegar às imediações do torneio, Dunk se apresenta ao organizador das justas, que demonstra desconfiança imediata. Ele é informado de que há príncipes presentes e que não pode permitir a entrada de qualquer cavaleiro. Questionado sobre quem o armou cavaleiro, Dunk afirma que foi Ser Arlan. Quando pedem o nome de uma testemunha, ele responde que apenas um pássaro viu o momento, o que provoca descrédito imediato.
Sem alguém que o legitime, Dunk tenta encontrar Ser Manfred Dondarrion, pois o pai de Manfred havia contratado Ser Arlan no passado para uma campanha nas Montanhas Vermelhas, em Dorne. Dunk localiza Manfred, mas o encontra bêbado e cercado de prostitutas. Manfred não demonstra qualquer interesse em ajudá-lo nem sequer parece lembrar de Ser Arlan.
Enquanto circula pelo acampamento, Dunk cruza com diversos personagens que ajudam a mapear a hierarquia social do torneio. Duas mulheres zombam de sua condição e definem um “hedge knight” como “um cavaleiro, só que mais triste”. Dunk reage mal ao comentário, evidenciando sua sensibilidade e insegurança.
Em seguida, ele conhece Ser Lyonel Baratheon, o Laughing Storm. Lyonel inicialmente parece hostil, impressionado tanto pelo tamanho de Dunk quanto por sua evidente ingenuidade. A sequência se estende em uma mistura de provocação e teste social: Lyonel intimida Dunk, zomba dele, mas aos poucos passa a tratá-lo com curiosidade e até certo afeto. Eles dançam de forma agressiva e brincam de luta, estabelecendo uma relação instável, mas não abertamente violenta. Lyonel deixa claro que, se Dunk perder na primeira justa, não terá dinheiro para resgatar cavalo ou armadura.

Paralelamente, o episódio introduz Egg. Dunk o encontra em uma estalagem e o toma por um simples ajudante de estábulo. Egg segue Dunk sem ser convidado e, mais tarde, reaparece no acampamento montado por Dunk fora da área principal do torneio. Egg demonstra iniciativa e competência, montando a fogueira e preparando comida. Dunk aceita sua companhia de forma relutante, mas evidente.
Egg insiste em ser escudeiro de Dunk, apesar de sua idade e estatura. A série ainda não revela a verdadeira identidade do menino, mas sugere que ele sabe muito mais do que aparenta, tanto sobre o mundo quanto sobre as regras não escritas de Westeros.
O episódio termina com Dunk e Egg observando o céu à noite. Egg aponta uma estrela cadente e comenta que os outros cavaleiros provavelmente estão em suas tendas, olhando para o teto, enquanto eles veem o céu aberto. Dunk inicialmente rejeita a ideia de sorte, mas acaba aceitando o momento. A cena estabelece a parceria central da série e encerra o episódio em tom contido, sem clímax ou conflito resolvido.
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