Nova York.
Manny, Britt e Harper almoçam em um restaurante movimentado. A conversa é banal, cotidiana, quase irrelevante. Até que algo muda em Harper. Seu corpo começa a queimar por dentro. Em poucos minutos, ela explode, repetindo o padrão dos infectados. Manny também é contaminado. É esse o novo caso que Cooper e Jordan precisam investigar.
Em Veneza, Cooper enfrenta as consequências do ataque sofrido no episódio anterior. Submetido a um longo interrogatório, ele tenta explicar o que aconteceu, mas nada parece fazer sentido. Após horas de pressão, é liberado. Sua preocupação é outra: Jordan não atende, não responde, não dá sinais de vida. Cooper é testado. O resultado é negativo. Ele não foi infectado.
A narrativa então retorna ao assassino. Interrompido pela Corporação, representada por Byron Frost, ele recebe uma nova missão: seguir para Indianápolis. Em uma conversa reveladora, fica claro que foi a própria Corporação que ordenou a interrupção da investigação do FBI. A operação, no entanto, falhou. Cooper escapou. Agora, o problema é outro: o médico responsável pela transformação de Jeremy.

O assassino precisa encontrá-lo e entregá-lo. Cumpre a missão, mas o médico é morto mesmo assim. Jeremy, por sua vez, vive o delírio de sua nova identidade, consumindo o tempo e os corpos ao redor. Quando é confrontado pelo assassino, consegue escapar por pouco. A missão muda de foco: é preciso encontrar a mulher com quem Jeremy se envolveu e que foi infectada.
O título do episódio, Christopher Cross, surge como metáfora. O assassino se inspira na música Sailing e na trajetória do cantor que, nos anos 1980, foi um fenômeno, mas perdeu espaço por não se encaixar nos padrões de beleza da indústria. Para ele, a busca pela beleza é uma travessia. Uma navegação. Um destino inevitável.
Quando chegam à casa da mulher, ela já está em colapso. Havia alertado Jeremy por telefone: estava com febre. Agora, está nos momentos finais da infecção. Ataca o assassino. Jeremy a mata.
Diante da iminência de sua própria execução, Jeremy faz um pedido inesperado. Implora para ser morto logo. Diz que sua vida não vale a pena ser salva. A confissão, paradoxalmente, fascina o assassino. Ele decide poupá-lo. Entre os dois, nasce um acordo.

Em uma clínica, Cooper acompanha os sobreviventes do ataque envolvendo Harper. Enquanto isso, a série deixa claro que o vírus da beleza já não é apenas um fenômeno descontrolado. Ele começa a ser administrado, negociado, instrumentalizado.
No terceiro episódio, The Beauty revela seu movimento mais perturbador: a transformação do monstro em aliado. Jeremy deixa de ser apenas vítima do sistema e passa a ser parte dele. E Ryan Murphy sugere que, no mundo da beleza, a verdadeira monstruosidade não está na deformação, mas na lógica que a sustenta.
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