Em algum momento do passado, Cooper e Jordan trocam confidências em uma noite em Roma. Diante da Fontana di Trevi, ele faz um desejo paradoxal: que ela nunca se apaixone por ele. Como toda profecia invertida, o gesto diz exatamente o contrário.
De volta ao presente, Cooper interroga Ashley Sanders, testemunha de uma das mortes em Nova York. Algo em seu comportamento o alerta imediatamente: Ashley pode estar infectado. Antes que o agente consiga avançar, dois homens entram na sala e atiram nele. Ashley é levado às pressas, deixando no ar a sensação de que forças maiores estão operando nos bastidores.

Em um laboratório isolado, Cooper acompanha o caso de Manny, outro infectado ligado ao surto iniciado por Harper, a mulher que explodiu em Nova York e espalhou a contaminação. Manny está em colapso, queimando por dentro, tomado por um calor impossível de controlar. Cooper tenta extrair informações antes que seja tarde demais. Seu método é direto, mas atravessado por empatia — uma combinação rara em um cenário em que a ciência já parece ter perdido o controle.
Não há tempo. Manny entra em transformação. O processo é violento, físico, quase ritualístico. Ele ataca todos ao redor e foge, enquanto Cooper o persegue por uma clínica onde outras pessoas também estão sendo submetidas a procedimentos misteriosos. A sensação é de que algo muito maior está em curso. “Não deixem a beleza ser desperdiçada nos mortos”, grita um médico, revelando o delírio ideológico que sustenta aquela operação.
Quando Cooper finalmente encontra Manny, a transformação está completa: ele agora é um homem de beleza quase artificial. Manny ataca o agente, os dois lutam, e ele tenta fugir. Cercado por outros homens, Manny seria eliminado, mas Cooper interfere. Ele precisa dele vivo. Ainda assim, nada parece capaz de conter ou reverter o que Manny se tornou.

Em Roma, Jeremy vive a vida que sempre desejou, em um contraste perturbador com o caos que se espalha. Assim como o assassino, ele é convocado para lidar com um novo “problema”. A Corporação entra em um momento decisivo: é o dia do retoque. Jeremy ignora os alertas e decide que 9 de setembro será o Dia da Beleza. Chega de testes. O produto será lançado no mercado. E ponto final.
Enquanto isso, Jordan se afasta de Cooper desde o episódio de Veneza. O distanciamento emocional se soma a outra perda: durante sua ausência, o gato de Cooper morre. A semana é devastadora. Ele sonha com Jordan desfigurada, em uma imagem que mistura desejo e horror. Ao acordar, alguém bate à porta. Uma mulher linda se apresenta. Seu nome é Jordan.
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