Top 10 da semana de 26 a 31 de janeiro de 2026 no Streaming

Fechamos o primeiro mês de 2026 e o Top 10 da semana mostra um mercado dividido entre duas forças: a do conforto e repetição (Netflix, Disney+, Paramount+), apostando no que o público já ama e a da identidade e prestígio (HBO Max e Apple TV+), investindo em obras que constroem discurso e legado.

O dado mais interessante não é quem lidera, mas quem permanece. Hoje, no streaming, relevância não é estrear alto, é continuar sendo escolhido quando o algoritmo para de empurrar. E o cenário é bem claro.

Netflix: conforto, repetição e o poder da marca

A Netflix segue sendo o território mais conservador do Top 10, no melhor e no pior sentido.

No cinema, o ranking é dominado por títulos de consumo rápido, thrillers genéricos e “filmes-barulho” como The Rip, The Big Fake e Awake. Nada aqui sugere evento cultural; são filmes que funcionam como ruído de fundo eficiente. O destaque curioso é Sweet Home Alabama, que reforça a tese do revival eterno das rom-coms dos anos 2000 como porto seguro emocional.

Na TV, o dado mais relevante é a permanência de Bridgerton no topo. Mesmo após o pico inicial, a série se consolida como um dos raros produtos da Netflix que virou marca cultural, não apenas sucesso momentâneo. Ao lado dela, chama atenção a convivência entre novidade e nostalgia: Agatha Christie’s Seven Dials Mystery se mantém forte enquanto Stranger Things reaparece como lembrança afetiva permanente.

A Netflix não está lançando tendências aqui — está administrando hábitos.

HBO Max: o streaming como curadoria de prestígio

O Top 10 da HBO Max é, de longe, o mais coerente editorialmente.

No cinema, Sinners lidera com folga e simboliza bem o momento da plataforma: um filme autoral, com discurso, identidade estética e ambição. Ao lado dele, One Battle After Another reforça a ideia de que a Max quer ser o espaço onde o cinema “importante” continua vivendo após o circuito.

Já na TV, o ranking é quase um manifesto. The Pitt e A Knight of the Seven Kingdoms dividem o topo, mostrando como a plataforma consegue equilibrar prestígio autoral e universo expandido. O retorno de Euphoria ao Top 10 e a presença constante de Industry reforçam a força de séries que exigem mais do espectador.

A HBO Max segue apostando num público que quer se sentir inteligente, provocado e recompensado.

Disney+: o império da familiaridade

Aqui não há surpresa e isso é parte do sucesso.

No cinema, TRON: Ares lidera em um ranking quase todo ocupado por clássicos e animações já testadas pelo tempo: Avatar: The Way of Water, Avengers: Endgame, Inside Out 2. É consumo intergeracional puro, pensado para agradar pais, filhos e nostalgia ao mesmo tempo.

Na TV, Wonder Man lidera, mas o dado mais interessante é a mistura de produtos adultos como The Beauty com séries familiares como Bluey. O Disney+ não quer segmentar: quer ser onipresente dentro da casa.

Prime Video: quantidade, não identidade

O Prime continua sendo o ranking mais disperso.

Nos filmes, The Wrecking Crew lidera, mas o restante do Top 10 parece uma colagem de gêneros, nacionalidades e apostas sem unidade clara. Funciona comercialmente, mas não constrói narrativa de marca.

Na TV, o destaque absoluto é Fallout, que se mantém como o grande acerto recente da plataforma. Ao lado dela, The Summer I Turned Pretty mostra força contínua com o público jovem. Ainda assim, o Prime segue parecendo um grande shopping de conteúdo: você encontra de tudo, mas raramente sabe por quê ali.

Paramount+: franquias eternas e TV tradicional

O Paramount+ aposta quase exclusivamente em marcas consolidadas.

No cinema, Mission: Impossible – The Final Reckoning lidera com folga, enquanto títulos como World War Z e Mean Girls reforçam a lógica de catálogo forte.

Na TV, South Park, Yellowstone e Tulsa King dominam. É um streaming que conversa diretamente com o público da TV a cabo tradicional e faz isso sem pedir desculpas.

Apple TV+: menos títulos, mais identidade

A Apple segue sendo o oposto da Netflix: pouco volume, muita intenção.

No cinema, F1 lidera e reforça a estratégia de evento global, assim como Wolfs.

Na TV, Hijack no topo, seguido por Shrinking, Severance e Ted Lasso, mostra uma plataforma que já formou um público reconhecível, que confia na curadoria.

Top 10 Miscelana

1- A Knight of The Seven Kingdoms

2- Seven Dials Mystery

3- Hijack

4- The Beauty

5- Landman

6- The Rip

7- People We Meet on Vacation

8- Mel Brooks: O Homem de 99 Anos!

9- Kidnapped: Elizabeth Smart

10- The Pitt


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