Jordan, agora em seu novo corpo, precisa provar a Cooper que é quem diz ser. O choque inicial dá lugar à aceitação quando ele percebe que ela está dizendo a verdade. Os dois se abraçam. Jordan pede que Cooper não olhe para quem ela é agora, mas que a escute. Que confie.
Enquanto isso, Jeremy e o Assassino, agora parceiros improváveis, vão atrás do homem que infectou Jordan. A tortura acontece ao som de Christopher Cross, porque nesta série até a violência vem embalada por ironia pop. A cena é interrompida por Byron, que traz uma nova ordem: Cooper Madsen precisa ser eliminado, em Nova York.
De volta ao centro emocional do episódio, Jordan confessa a Cooper que, por um momento, ser bonita a fez se sentir poderosa. Especial. Agora, nem tanto. Cooper responde que sempre a achou bonita, de qualquer forma. Ainda assim, não há certeza se Jordan terá o mesmo destino das outras vítimas, apenas uma estimativa fria: cerca de um ano e meio. Até lá, decidem manter segredo. Jordan tenta beijá-lo, mas Cooper recua. É melhor esperar até saberem se há como reverter o processo.
Quando finalmente chegam ao apartamento do homem que infectou Jordan, a resposta vem tarde demais. Ele está morto. Literalmente explodido.

O episódio então recua três anos no tempo. Byron surge visivelmente mais velho do que aparenta no presente, prestes a passar pelo procedimento de rejuvenescimento. A mulher que acreditávamos ser sua mãe, Franny, revela-se sua esposa. Os dois discutem sobre o filho problemático e sobre o casamento fracassado, mas permanecem juntos por um motivo simples e cruel: dinheiro. Mesmo se odiando, divorciar-se custaria caro demais.
Há uma ironia difícil de ignorar na presença de Isabella Rossellini aqui. Ela esteve em Death Becomes Her, um filme sobre juventude eterna, e foi durante anos o rosto da Lancôme, até ser considerada “velha” pela indústria. Agora, integra uma série que faz uma crítica severa e sem pudor ao consumo de beleza e à obsessão pelo corpo perfeito.
Byron lidera então o encontro de bilionários. Todos septuagenários. Todos dispostos a pagar qualquer preço para voltar a ser jovens. Cobaias voluntárias da própria vaidade. A cena de transformação é deliberadamente nojenta, quase insuportável. Quando retornam em suas novas versões, Byron os observa com frieza absoluta. Um a um, ele os mata.
No fim, apenas Byron sai dali. Jovem. Renovado. E mais monstruoso do que nunca.
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