A Knight of the Seven Kingdoms – Temporada 1, Episódio 4 (Recap): A Escolha de Baelor

Da curta temporada que já está perfeita, esse é o melhor episódio de A Knight of The Seven Kingdoms e um dos melhores de toda franquia. Também é, sem que os personagens saibam, o que muda todo curso da história da saga.

Duncan está na cela quando Egg entra já vestido como um Targaryen, trazendo comida e bebida para o cavaleiro. “Meu tio disse que tenho que te pedir perdão pelo que fiz”, começa ele, repetindo um diálogo que leitores e fãs reconhecem de imediato. Duncan não facilita.

Egg explica que o plano original era ser escudeiro de seu irmão Daeron, péssimo em lutas e quase sempre bêbado. A ideia de Daeron era se esconder até o fim do torneio. Quando Duncan confundiu Egg com um garoto comum, o pequeno príncipe não viu problema algum em seguir adiante com o disfarce e se tornar seu escudeiro.

Baelor pede para ver Duncan, e Egg o conduz até o tio. Quando Baelor é duro com o menino, Duncan o defende. Egg não teve má intenção. O que irrita Baelor, no entanto, é outra coisa. Aegon deveria ter procurado o tio para que Aerion fosse punido ou contido. Em vez disso, Egg confessa o que realmente queria: que Duncan matasse seu irmão. A bronca é imediata. “Irmãos devem amar uns aos outros”, diz Baelor.

É um discurso curioso vindo de um descendente direto de Rhaenyra e Daemon, uma linhagem marcada por conflitos internos e guerras fratricidas. Talvez por saber disso melhor do que ninguém, Baelor insista tanto na ordem moral que o sangue Targaryen raramente respeita.

Os problemas de Ser Duncan só aumentam. Maekar encontrou Daeron na estalagem, completamente bêbado. O príncipe se defende dizendo que não procurou Egg porque “um ladrão o levou consigo”. Ou seja, já são dois crimes contra a Casa Targaryen em uma única noite.

Baelor sabe que Duncan não é exatamente culpado. Seus sobrinhos são irresponsáveis, no mínimo, incluindo Egg. Ainda assim, todos têm argumentos plausíveis contra o cavaleiro. Não há testemunhas do sequestro e a única pessoa que pode inocentá-lo é o próprio Egg. A questão real é Aerion.

Quando Duncan pergunta por Tanselle, recebe outra notícia devastadora. Ela ainda responderá por traição. Aerion alega que, mesmo sendo bonecos, encenar um dragão sendo morto é uma afronta direta à Casa Targaryen, quase uma insurreição. Bater em um príncipe, como Duncan fez, é crime capital.

“Você não teria feito o mesmo?”, Duncan pergunta a Baelor ao falar sobre defender inocentes. Baelor responde que sim, mas lembra que ele é um príncipe. O silêncio que se segue quando Duncan insiste que o juramento de todo cavaleiro deveria torná-los iguais diz mais do que qualquer discurso.

Aerion quer a cabeça de Duncan e tem caminhos legais para isso. Baelor não cederá à vontade do sobrinho, mas não pode impedir um julgamento. No melhor cenário, Duncan perderia a mão e o pé por ter agredido um príncipe. Diante disso, Baelor faz a pergunta decisiva: “Você é um bom cavaleiro?” A alternativa é desafiar Aerion em combate.

Na audiência, Aerion, arrogante, irrita até Maekar. Todos vêem que o príncipe quer evitar o duelo, mas a lei não permite. Malicioso, Aerion aumenta o risco e exige um Julgamento por Sete. Agora, Duncan precisa encontrar seis cavaleiros dispostos a lutar ao seu lado. Baelor está revoltado, mas nada pode fazer.

Duncan é libertado temporariamente. Raymun o encontra e o leva até seu primo, Ser Steffon Fossoway, que confirma que lutará ao seu lado. Eles precisam de mais cinco homens. Steffon promete chamar aliados, incluindo Ser Lyonel Baratheon. Duncan está apreensivo, e Raymun sugere que talvez fugir seja a melhor opção. De qualquer forma, ele será morto.

Egg aparece para reafirmar que será seu escudeiro até o fim. Daeron vem junto. Mesmo bêbado, mesmo inepto, pede desculpas. Do outro lado, Maekar lutará com Aerion, cercado por soldados experientes. O cenário é desolador.

Duncan não entende como Egg e Daeron podem se voltar contra o próprio irmão, mas os dois são claros. Aerion é um monstro e eles o preferem morto.

Daeron pede para falar com Duncan a sós. Conta que o viu em um sonho e que seus sonhos sempre se cumprem. Sonhou com fogo e um dragão morto, mas não entende o significado. Ainda assim, pede desculpas por ter tornado tudo pior.

Antes de ser ferida e fugir para Dorne, Tanselle deixou o escudo de Duncan pronto. A pintura está exatamente como ele pediu. O gesto o emociona.

Na manhã do duelo, Duncan encontra seus aliados. Ser Steffon Fossoway, Ser Humfrey Hardyng, Ser Humfrey Beesbury, Ser Robyn Rhysling e Ser Lyonel Baratheon. Falta um. Na verdade, dois, porque Steffon muda de lado no último minuto.

Raymun rompe com o primo e decide lutar com Duncan, mas precisa ser armado cavaleiro. Ser Lyonel Baratheon faz as honras. “Levante-se, Ser Raymun.”

Diante da plateia, Duncan pede que alguém o honre. Ele precisa de apenas um homem. O tempo se esgota. Todos parecem tentar ajudar. E, sendo uma série de Ira Parker, há espaço até para escatologia no meio da tensão.

“Não há nenhum verdadeiro cavaleiro entre vocês?”, ele grita.

A porta se abre. O príncipe Baelor entra. Ele lutará por Duncan. Ao som do tema de Game of Thrones, é difícil imaginar olhos secos. Os meus não ficaram.

Maekar se revolta com o irmão, mas Baelor não hesita. “Ele lutou pelos inocentes, como um verdadeiro cavaleiro faria.”

Maekar chama de loucura. Nós concordamos.


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