The Beauty – Episódio 6 (Recap): Quem foi o Paciente Zero

O sexto episódio de The Beauty, intitulado Patient Zero, finalmente revela a origem do vírus que sustenta toda a engrenagem da série. Se o episódio anterior aprofundava as consequências, aqui entendemos o ponto de partida. E ele nasce da vaidade, da solidão e da ambição desmedida.

Byron, ou Corporation, está eufórico com os efeitos da fórmula. As preocupações médicas sobre efeitos colaterais desconhecidos não o interessam. Ele sabe o que tem em mãos: potencialmente a droga mais rentável da história, uma versão moderna da fonte da juventude. O problema é que ela é sexualmente transmissível. E, portanto, incontrolável. Daí a lógica perversa que se impõe desde o início: controlar significa eliminar. Quem a tem fora do sistema precisa morrer.

Franny não se impressiona com a transformação física de Byron. O corpo pode ter rejuvenescido, mas o caráter permanece intacto. Ela enxerga o mesmo homem mesquinho e manipulador com quem foi casada. Ele, por outro lado, tem certeza de que ninguém se importará quando o produto chegar ao mercado. Juventude eterna apaga qualquer escrúpulo. Franny se recusa a passar pelo procedimento e ainda ameaça denunciá-lo, tornando-se um risco dentro da própria casa.

É então que Byron descobre algo que muda o jogo. O vírus possui um poder de combustão espontânea. Um prazo médio de 855 dias até o que os cientistas chamam de “reação catastrófica”, batizada de cetose de ignição. A beleza tem prazo de validade e termina em explosão. Ele quase mata o cientista responsável pela revelação, mas recua quando surge a promessa de um estabilizador, algo que poderia ser vendido como complemento obrigatório, além da possível cura definitiva. O negócio se amplia. A dependência também.

Em um momento de delírio messiânico, Byron afirma que não é mais quem era. Nem mesmo o nome importa. Agora ele é Deus. Ou melhor, Corporation.

Enquanto isso, The Beauty entra oficialmente em produção. No laboratório, dois cientistas conversam sem saber exatamente no que estão trabalhando. O projeto é ultrassecreto. Clara está em processo de transição para se tornar mulher e carrega a frustração de ainda habitar um corpo que não reconhece como seu. Mikey, um nerd inseguro, socialmente deslocado, confessa ser solitário e cansado de rejeições. Ele é apaixonado por Jen, uma colega de trabalho, que o decepciona ao revelar que está noiva. Jen fala com carinho do macaco usado nos testes, o pequeno Larry, como se ele fosse mais compreensivo do que qualquer ser humano ao redor.

Mais tarde, ocorre um problema no laboratório onde Jen está com Larry. Quando Mikey a encontra, ela explica que a fórmula aplicada inicialmente deixou o macaco belo, quase perfeito, mas de forma repentina ele se tornou agressivo e a mordeu antes de ser executado. Jen não sabe exatamente o que foi administrado. Só sabe que está se sentindo mal, como se estivesse queimando por dentro. Decide ir para casa.

Clara, cada vez mais angustiada com sua própria aparência e fascinada pela possibilidade de transformação, torna-se o catalisador involuntário da decisão de Mikey. Ele invade o laboratório. Rouba a fórmula em teste. Leva um tempo para criar coragem, mas aplica a dose em si mesmo.

Mikey é o paciente zero.

A transformação é imediata. Ele se torna aquilo que sempre desejou ser. Confiante. Atraente. Visível. Ao sair de casa, cruza com o vizinho que mais tarde descobriremos ser o assassino. Um detalhe aparentemente banal que a série planta com frieza calculada.

Mikey vai até Clara. Ela fica chocada com a mudança. Ele revela que roubou uma dose também para ela. Clara aceita. Se transforma.

Dois anos depois, em Roma, entendemos a dimensão do erro. Mikey é o homem que o assassino mata a mando de Corporation. Ele roubou a fórmula e infectou inúmeras pessoas ao longo do caminho. Morre antes de atingir o prazo da combustão.

Teve sorte.

Ou talvez tenha sido apenas mais uma peça descartável no plano de alguém que transformou a beleza em arma biológica e a solidão em oportunidade de mercado.


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