10 rom-coms conforto para o Dia dos Namorados no streaming

Como publicado na Revista Bravo!

Se você sobreviveu à primeira sexta-feira 13 de 2026, não está muito no humor de blocos, bailes ou desfiles de Carnaval e prefere passar o Dia de São Valentim — o “dia dos namorados” no mundo todo, menos no Brasil — em modo contemplativo, tenho uma sugestão de 10 filmes para confortar seu coração. Porque há algo revelador no fato de que, em um mundo saturado de catástrofes em tempo real, algoritmos ansiosos e discussões intermináveis, o gênero que voltou a nos consolar foi justamente aquele que durante anos foi tratado como “menor”.

A comédia romântica nunca desapareceu totalmente, mas foi deslocada do cinema para o streaming, da grandiosidade dos multiplex para a intimidade do sofá e, nesse deslocamento, encontrou um novo propósito. Hoje, assistir a uma rom-com conforto não é apenas entretenimento. É uma forma de autocuidado cultural.

Esses filmes não exigem esforço, não prometem reinvenção estética, não aspiram a prestígio. Prometem algo mais raro: previsibilidade emocional com charme. Sabemos que os personagens vão se desencontrar, sabemos que vão se ferir, sabemos que vão se reencontrar. E, ainda assim, queremos ver. Talvez justamente por saber.

Para um Dia de São Valentim contemporâneo — que pode ser romântico, melancólico, solitário ou simplesmente cansado — esta é uma seleção de comédias românticas recentes ou ainda frescas no imaginário coletivo, perfeitas para assistir sem ansiedade, sem cinismo e sem culpa.

Todos Menos Você (2023) – Amazon Prime Video
Provavelmente o maior sucesso recente do gênero nos cinemas, impulsionado pela química entre Sydney Sweeney e Glen Powell e por uma campanha viral nas redes. É uma comédia romântica clássica revestida de estética contemporânea e sexualidade explícita, consciente de que seu público cresceu.

Uma Ideia de Você (2024) – Amazon Prime Video
Romance adulto sobre desejo feminino, fama e diferença de idade que trata suas personagens com surpreendente delicadeza. Anne Hathaway entrega uma performance vulnerável e luminosa, transformando o que poderia ser fantasia escapista em algo emocionalmente reconhecível.

People We Meet on Vacation (2024) – Netflix
O arquétipo friends-to-lovers embalado por viagens, nostalgia e tempo compartilhado. Ideal para quem acredita que o amor mais profundo nasce da intimidade construída lentamente e não de encontros fulminantes. Não chega a ser perfeito, mas sabe? Funciona.

Amores Materialistas (2025) – HBO Max
Uma rom-com que dialoga diretamente com as contradições do amor na era do capitalismo emocional. Entre triângulo amoroso e comentário social, o filme examina o desejo, o status e a ideia de compatibilidade como negociação — mais sofisticado do que confortável, mas profundamente contemporâneo.

What Happens Later (2023) – Netflix
A rainha do gênero,Meg Ryan, retorna ao território que ajudou a definir, agora com a melancolia suave de quem sabe que o amor também é memória e possibilidade perdida. Menos frenético e mais contemplativo, funciona quase como uma elegia às rom-coms clássicas.



Imperfeitamente Perfeita (2026) – Disney Plus

Criado pelo premiado diretor e roteirista James L. Brooks e estrelado por Emma Mackey, o filme acompanha Ella McCay, uma jovem que vê sua vida profissional atingir um novo patamar justamente quando os conflitos familiares se tornam impossíveis de ignorar. O longa aposta menos em fórmulas escapistas e mais nas complexidades emocionais da vida real, onde amor, ambição e responsabilidade raramente caminham em harmonia.

Eternity (2026) – Apple TV+
Romance de tom mais contemplativo que investiga o amor sob a perspectiva do tempo e da permanência. Menos leve, mas profundamente reconfortante na sua aposta de que certas conexões sobrevivem às circunstâncias.

My Oxford Year (2025) – Netflix
Romance universitário com tom agridoce e atmosfera europeia. Mais emocional do que propriamente cômico, mas profundamente confortável na sua previsibilidade delicada.

Letters to Juliet (2010) – Netflix
Viagem, paisagens italianas e a ideia irresistível de que o amor pode atravessar décadas. Um clássico recente do escapismo romântico. A história é fofa, mas sabe o que gosto mais? Foi nesse reencontro nas telas que Vanessa Redgrave e Franco Nero voltaram a se apaixonar, mais de 40 anos depois de terem namorado pela primeira vez. Isso mesmo, e se casaram – ela com 69 anos e ele com 65 – e estão juntos desde então. Vida imitando a Arte e me justificando para colocar esse filme na minha lista.

Jane Austen Arruinou a Minha Vida (2024)  – Apple TV+
Comédia romântica literária e autoconsciente sobre expectativas moldadas por romances clássicos. Ao brincar com o mito do amor perfeito austenesco, o filme questiona como a ficção influencia — e às vezes sabota — a vida afetiva contemporânea.


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