Love Story (Recap) Episódio 1: o início do romance de John Kennedy Jr. e Carolyn

16 de julho de 1999.

Uma menina encara o espelho em um salão de beleza enquanto, ao fundo, fotógrafos gritam um nome como um coro histérico: Carolyn! Carolyn!

Corta para essa menina já adulta. Carolyn Bessette-Kennedy, silenciosa e introspectiva, pinta as unhas de vermelho no disputado salão das brasileiras J Sisters, em Nova York. Ela observa a cor por um instante, muda de ideia e pede outra. Diz que precisa de algo que “funcione para onde vai”. O vermelho não serve. Escolhe um nude, um tom seguro. Mesmo cercada de luxo, seu olhar é distante, triste, quase resignado.

Do outro lado de Manhattan, John F. Kennedy Jr., o eterno John John, escreve uma carta. É interrompido pela chegada da cunhada e precisa se trocar. Descobrimos que está com o pé quebrado. Sai da redação da George Magazine vestindo roupas esportivas, visivelmente cansado.

Carolyn, cercada por paparazzi, entra em um carro onde reina o silêncio. A trilha é melancólica. Preso no trânsito, John John é reconhecido por crianças na rua. Ele reclama com a cunhada porque Carolyn não queria acompanhá-lo ao casamento de um primo. “Ela está tentando, pega leve”, ela pede. Ficamos sabendo que ele vinha dormindo em hotel. O casamento está em crise.

No aeroporto, Carolyn chega uma hora atrasada. O clima entre os dois é tenso. Ele sabe que a família vai reclamar. Ela responde que reclamam sempre. A irmã tenta amenizar a discussão. A viagem será feita sem o instrutor de voo de John. Antes de embarcar, ele pede desculpas e diz que a ama. Eles se reconciliam.

Partem para o que sabemos ser a última viagem de suas vidas.

Assim começa a versão de Ryan Murphy para essa história de amor americana. Narrativamente tradicional, profundamente tocante para quem sabe que, depois da decolagem, os três jamais serão vistos com vida.

Sete anos antes.

Carolyn acorda em um pequeno apartamento desorganizado em Manhattan. Toda de preto, fumando, ela sai para trabalhar. A estética minimalista e elegante já está lá, mas sem o glamour posterior. Nas bancas de jornal, fotos de John John dominam as capas.

No trabalho, na Calvin Klein, sua amiga Grace reclama do ar misterioso de Carolyn, que nunca conta o que faz nas festas ou com quem sai. Grace está obcecada por um ex-namorado, e Carolyn lhe dá conselhos frios e estratégicos: explore as inseguranças dele até cansar dele.

As duas são interrompidas para preparar looks destinados a Demi Moore e Diane Sawyer. Carolyn se frustra por ainda estar presa ao showroom. Sonha com relações públicas, mas Calvin Klein acaba de sair da reabilitação e voltou ao trabalho, não é momento de pedir promoção.

Enquanto isso, John atravessa a cidade de bicicleta, lendo matérias sobre si mesmo, especialmente a notícia de que foi reprovado no exame da OAB americana. Ao som de uma montagem dele malhando, desabafa com o primo sobre a pressão e a perseguição constante. Não confia em si mesmo.

Em apenas quinze minutos, a trilha sonora deixa claro que estamos mergulhados no início dos anos 1990.

Uma cliente importante, aparentemente Annette Bening, não gosta das roupas separadas para ela. Carolyn sugere outra peça. Calvin Klein começa a escolher um vestido, mas ela ousa pegar um terno inédito, mais alinhado ao tema da pré-estreia de Bugsy. O acerto é absoluto. Carolyn passa a ser notada por celebridades e pelo próprio estilista.

Na promotoria de Nova York, onde trabalha como assistente, John está abatido pela segunda reprovação na OAB. Mesmo assim, sob o cerco de fotógrafos, joga futebol com amigos no Central Park e chega a cumprimentar paparazzi pelo nome.

O atraso faz com que se atrase para o almoço com a mãe, Jackie Kennedy, e a irmã Caroline. O assunto é o casamento de Ted Kennedy. Jackie controla tudo: o que o filho come, se vai acompanhado, se ainda está com Daryl Hannah. Critica a atriz de forma minuciosa. John se irrita com a interferência, mas Jackie mantém autoridade absoluta.

Naomi Watts interpreta Jackie sem grande semelhança física, mas reproduz com precisão o timbre e o ritmo de fala da ex-primeira-dama.

Carolyn quer entrar em uma gala extremamente exclusiva. Após ser ignorada pela chefe, decide que vai de qualquer forma. Chega ao mesmo tempo que John. Ele, de limusine, pelo tapete vermelho. Ela, de táxi, pelos fundos. Os dois se cruzam apenas de relance.

Mais uma vez, Carolyn salva o dia. Calvin Klein a chama para um brinde e aproveita para apresentá-la a John John. O impacto entre os dois é imediato. Amor à primeira vista, mas ela mantém distância. Quando ele tenta saber mais, responde apenas: “Você sabe onde eu trabalho”, e vai embora.

Em uma boate, vemos outra faceta de Carolyn. Cocaína, álcool, flertes com vários homens, música alta. Uma mulher independente, intensa, perfeitamente integrada à vida noturna nova-iorquina.

No dia seguinte, John aparece na Calvin Klein sob o pretexto de comprar um terno. A loja inteira entra em choque. Carolyn permanece impassível. Ele flerta abertamente e a convida para jantar. Desta vez ela não recusa.

O burburinho sobre o possível romance toma conta da empresa. Calvin Klein se irrita por não ter sido avisado da visita.

No primeiro jantar, John chega mais de vinte minutos atrasado, deixando Carolyn furiosa. Ele implora que ela espere. O restaurante é simples e discreto. Ela suspeita que seja uma tentativa de escondê-la da mídia.

A conversa rapidamente se torna íntima. John fala da pressão de ser um Kennedy, da superexposição e da sensação de não ter memórias próprias da infância, apenas aquelas registradas publicamente. Diz que o único trabalho que realmente gostou foi atuar. Aos poucos, Carolyn se abre sobre sua família e sua vida antes de Nova York. Sua simplicidade o encanta.

Ao saírem, John descobre que sua bicicleta foi roubada. Ele caminha com Carolyn até o apartamento dela. Eles se beijam, mas ela ainda mantém certa distância emocional.

No dia seguinte, ele está eufórico, mas não tem notícias dela. Ao chegar em casa, encontra Daryl Hannah esperando por ele.

A caminho do casamento de Ted Kennedy, Jackie está ansiosa. Descobre que o filho levará Daryl como acompanhante e decide não comparecer. Mais tarde, quando John menciona a possibilidade de se casar com a atriz, Jackie entra em pânico. Argumenta que a vida de um Kennedy exige alguém forte, autêntico e capaz de suportar a pressão, alguém que ainda não apareceu.

Enquanto isso, Carolyn continua ascendendo. Em um momento decisivo na Calvin Klein, sugere Kate Moss, então desconhecida, como rosto da campanha da marca. O estilista aceita imediatamente. O triunfo profissional, porém, dura pouco. Logo ela vê as manchetes anunciando que John está novamente com Daryl Hannah. Opa, o encontro não parece ter sido definitivo.


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