Byron ensaia seu grande pronunciamento para vender The Beauty ao mundo. É pomposo, autocongratulatório e, a esta altura, cansativo. A série insiste em didatizar os bastidores da indústria da beleza como se o público ainda não tivesse entendido o jogo — o que transforma um tema potente em repetição.
O comercial voltado ao público geral é ainda mais cruel. A promessa é prevenir doenças incuráveis, mas o alerta sobre efeitos colaterais surge em velocidade absurda e sob um jargão técnico — “cetose de ignição”. Tecnicamente, a informação está ali: há risco de explosão interna. Na prática, ninguém entende nada. Uma forma perfeita de dizer a verdade sem realmente dizer.
No laboratório, sobreviventes da explosão em Nova York estão isolados, gravemente doentes e sendo usados como cobaias para possíveis antídotos. Quando acreditam que serão resgatados pelos guardas, são executados. A série abandona qualquer ambiguidade moral e assume o horror absoluto.

Enquanto isso, Jordan e Cooper se comunicam em código Morse, confundindo Jeremy e irritando Antonio. Eles tentam avisar Jeremy sobre o que está por vir, mas Antonio impede explicações completas. Ainda assim, o pouco que Jeremy entende é suficiente para que confronte o assassino. A situação só piora quando, ao chegar ao laboratório, ele e Antonio também são capturados por ordem de Byron.
O magnata enfrenta problemas domésticos igualmente perturbadores. Em um jantar de família, seus filhos apresentam um projeto de plataforma digital pedindo investimento — algo vazio, imaturo e previsivelmente oportunista. Descobrimos que a esposa de Byron se chama Amanda e, embora reconheça as falhas dos filhos, os apoia. Byron resolve a situação à sua maneira: injeta The Beauty nos dois sem sequer consultá-la. Nem com novos corpos eles demonstram qualquer evolução moral. Amanda entra em desespero e, pressionada por marido e filhos para também se transformar, recusa. Sua resposta é clara: vingança.
Ao despertar na mesma cela que Cooper e Jordan, Antonio percebe que foi traído. Jeremy também se sente manipulado, mas Cooper insiste que os quatro precisam permanecer unidos para escapar. Antonio cede, contrariado. Logo entram os homens armados responsáveis pelas execuções anteriores. Em vez de matá-los, levam apenas Cooper, que promete voltar para resgatar Jordan.

Ele é conduzido até uma nova personagem: uma cientista rompida com a Corporation e movida por vingança. Cooper é levado para interrogatório — ou tortura — e descobre que foi traído por Meyer. Ainda assim, interpreta a situação como uma tentativa indireta de ajuda, já que o conselho recebido foi “faça o que mandarem”. Pode ser ingenuidade extrema ou uma leitura estratégica; a série deixa em aberto.
O esquadrão de execução reaparece, cria tensão… e novamente não os mata. Desta vez, todos são transferidos para outro local desconhecido. A sensação é de confusão deliberada: quem controla quem, quem quer salvar quem e por quê. O episódio termina sem respostas, apenas com a promessa de que o destino de Cooper, Jordan, Antonio e Jeremy será finalmente revelado no episódio seguinte.
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