A beleza selvagem e o talento de Sophia Loren

Ela é uma das maiores lendas do cinema. Mais do que isso, da cultura pop! Aos 86 anos, Sophia Loren é também um dos grandes destaques da Netflix em 2020.. Por seu filho, o diretor Edoardo Ponti, ela deixou a aposentadoria para estrelar Rosa e Momo, disponível a partir do dia 13 de novembro.

Nascida de pai nobre, mas de uma relação não oficializada, Sofia nasceu Scicolone e poderia ser, como ela mesmo disse, uma Marquesa. Porém, seu pai não a reconheceu, nem sua irmã, Maria, e elas cresceram com dificuldades financeiras e com uma mãe solteira. Sobreviveram à Segunda Guerra Mundial, cantando e trabalhando como garçonetes. Com 15 anos, a beleza de Sophia não era mais passível de se esconder. Ela foi finalista do concurso Miss Italia, ganhando notoriedade. Começou, em seguida, sua carreira como atriz, aparecendo inclusive como extra no filme Hollywoodiano, Quo vadis, com apenas 16 anos.

Nesses primeiros anos, ainda adolescente, conheceu o amor de sua vida, o diretor Carlo Ponti. Ela tina 16 anos, ele, 37. Foi Ponti que criou (e mudou) seu sobrenome para o artístico Loren, uma mescla de sueco com italiano. Também foi ele que a princípio disse que ela era feia, dizendo que não fotografava bem por ter “rosto pequeno, lábios carnudos demais e nariz grande”. Ela insistiu, os dois se apaixonaram. Como Sophia Loren, ela começou a ganhar destaque até fazer sucesso ao lado de Marcello Mastroianni. No final dos anos 1950s, os americanos não podiam mais ignorar a beleza e sucesso de Sophia e ela foi para os Estados Unidos.

Em Hollywood, com um contrato com a Paramount, Sophia – claro – brilhou. Fez história em 1960, quando ganhou o Oscar de Melhor Atriz por um filme não falado em inglês, o italiano Duas Mulheres, de Vittorio de Sica. Era então, uma das mulheres mais admiradas e respeitadas como atriz no mundo.

Sua união com Ponti foi um escândalo na época. Por ser católico, não era divorciado, e a união realizada na França foi considerada bigamia na Itália. oficialmente casados em 1993 e ficaram juntos até a morte do diretor, em 2007. Os dois só foram Além disso, foram condenados por fraude na receita italiana. Em 1982, ela virou notícia por servir 18 dias de prisão, uma acusação da qual foi inocentada em 2013.

Em 1991, ela recebeu um segundo Oscar, honorário e eleita como um dos tesouros do cinema. Nos anos 2000, reduziu suas aparições como atriz, preferindo escrever livros de culinária e se dedicar a outros negócios. O único diretor que a convence voltar para frente das câmeras é seu filho, Edoardo. Fora ele, apenas uma participação no filme Nine, em homenagem à Fellini, a tirou da aposentadoria.

O filme da Netflix quebra um hiato de 10 anos e Sophia é Madame Rosa, uma sobrevivente do Holocausto que mantém uma creche em sua casa e acolhe um menino de rua que a assaltou. Com Momo, ela vai criar uma família nada convencional.

Rosa e Momo promete emocionar e qualquer chance de ver a lendária Sophia Loren, é imperdível.

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