Certamente hoje você reparou que o doodle do Google está diferente.

É a homenagem ao centenário de Astor Piazzolla. Piazzolla, que nasceu em Mar Del Plata em 1921, é considerado o reinventor do tango ao incorporar elementos de jazz e música clássica ao gênero. Sem dúvida é um dos mais populares de todos os tempos, tendo escrito aproximadamente três mil composições originais e gravado outras 500.

Astor foi um compositor prodígio. Escreveu seu primeiro tango aos 11 anos, em Nova York, onde vivia com sua família. O bandonéon, que é uma assinatura e aparece no doodle, foi um presente que recebeu do pai, também arcodeonista. Astor aprendeu a tocá-lo sozinho. Quando a família voltou provisoriamente para Argentina, o jovem músico não se interessou pelo tradicional tango e se dedicou à música clássica. Para avançar nos estudos, se mudou para Paris. Apaixonado pelo jazz, aos 34 anos redescobriu o ritmo portenho, trazendo inovações que alteravam o tempo musical, o que influenciou a mudar a dança também.
Naturalmente houve reação. Era chamado de “assassino do tango” e ouvia ofensas na rua. Tímido e fechado, se retraiu ainda mais. Porém foi ele que popularizou ainda mais o ritmo internacionalmente.
Um dos seus tangos mais emocionantes, e famosos, é Adiós Nonino, que escreveu em homenagem a seu pai, quando soube de sua morte, em 1959. Outro grande sucesso e extremamente popular é Libertango, que entrou para o universo pop em uma canção de Grace Jones.
Em 1990, depois de já ter sofrido um enfarte e seguir fumando muito, sofreu um derrame cerebral. Ele morava em Paris e não se recuperou mais completamente. Dois anos depois, faleceu, no dia 4 de julho, já em Buenos Aires, por consequência da hemorragia cerebral.
Reza a lenda que quando criança, ainda em Nova York, Astor Piazzolla teria conhecido Carlos Gardel, que pediu que ele tocasse para ele El Día Que me Queiras. Gardel viu potencial, mas achou que o pequeno tocava “como um galego”. Ofereceu uma posição na sua banda durante a turnê que iam começar, mas o pai de Piazzolla negou pois Astor tinha apenas 13 anos. Carlos Gardel e todos os seus acompanhantes morreram quando o avião em que viajavam caiu em Medellín, na Colômbia, em 24 de junho de 1935. O mundo queria que ouvíssemos as melodias do pequeno compositor, um dos maiores do tango de todos os tempos.
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