O estilo Ted Lasso

Em inglês soa melhor, the Ted Lasso Way. O estilo Ted Lasso é ter fé. O técnico nos ensinou o mais simples mandamento que rege todas suas ações: manter a positividade sempre.

A série da Apple TV virou um fenômeno mundial durante a pandemia. Jason Sudeikis recuperou a personagem de uma campanha de esportes da NBC e desenvolveu uma temporada de 10 episódios onde o humor e o drama estavam fortemente ligados à positividade e inspiração. Assim como a vida do técnico – e outros – estava ruindo e ele se mantinha pra cima, a série nos fez passar pelo isolamento sorrindo, torcendo, se emocionando.

A segunda temporada tinha menos “novidade” a explorar: os antagonistas eram clichês, as soluções previsíveis. Porém espertamente deram um passo ousado optando pela docilidade extrema. Isso mesmo, em tempos que ainda tem gente chamando positividade de algo tóxico, Ted Lasso está aí para elevar o grau de toxidade açucarada. E é para se lambuzar.

Já passamos da metade dos episódios, chegando na reta final onde vimos perdão, recomeço, conexão e empatia em todas as tramas. O time de Richmond ainda precisa sair da segunda divisão, mas a equipe está formada e fechada.

Há um certo mistério no ar que veremos a resposta na conclusão. Rebecca Welton, a sempre certeira Hannah Waddingham concordou em entrar em um site de relacionamentos e lá está trocando mensagens com um admirador secreto, que é perfeito até agora. Os dois ainda não se conhecem, porém se alguém tem dúvida, Sudeikis mais uma vez não quis sutileza na dica.

O episódio 5 é todo sobre comédias românticas e sua fórmula clichê. Usadas descaradamente, para pessoas emotivas como eu, foi um episódio perfeito e redondo. Mais uma prova que não há toxidade em ser positivo, apenas muita fé nas pessoas.

Toda sexta-feira tem episódio novo. Amanhã (27), chegaremos ao sexto. Só faltam 4!


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