Agatha Harkness não é como Elphaba (a Bruxa Má do Oeste) de O Mágico de Oz e Wicked (nos cinemas mundiais em outubro), mas pode ser mal interpretada também. Sua participação nos quadrinhos é bem distinta do que vemos na plataforma digital da Disney Plus, mas, graças à Kathryn Hahn é impossível não gostar dela.
O desafio da bruxa não é bem fácil: é um spinoff de uma série inovadora e brilhante como WandaVision e o universo Marvel anda ainda um tanto conflitante, por isso acompanhar Agatha a recuperar seus poderes não seria exatamente um atrativo. Mas é.
A série estreou com dois episódios promissores e vale comentá-los em detalhes.

O primeiro episódio – A Bruxa Está de Volta – é paradoxalmente soturno e divertido, retomando a ação três anos depois de WandaVision e logo depois de Dr. Strange no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness). Por conta da Scarlett Witch (Elizabeth Olsen), ou Wanda Maximoff, que tirou os poderes de sua inimiga, Agatha tem vivido como Agnes, num delírio similar à Wanda, “presa” em um universo fantasioso onde a vemos como detetive investigando a morte de uma mulher.
Em citações e brincadeiras com o gênero policial, em especial Mare of Easttown, Agnes/Agatha não sabe, mas o corpo é de Wanda e com a “morte” da Scarlett Witch, seu encanto pode ser desfeito. Mas Agnes nem desconfia da realidade ou sabe da informação logo de cara, vai sendo confrontada até retomar a personalidade, sem conseguir recuperar seus poderes. Ainda.
A Westview de Agatha All Along é a mesma no papel, mas está um tanto diferente agora. Por isso Agatha parece estar presa em um drama policial sombrio estrelando a si mesma como a detetive residente da cidade. Ela fica irritada com a interferência da “Agente Vidal” (Audrey Plaza), que a provoca o tempo todo a questionar o que está acontecendo.
A recusa de Agatha de encarar “a verdade” é finalmente vencida quando um jovem (Joe Locke) invade a sua casa para roubar algo e, na prisão, ele diz que está procurando por “The Road”, uma referência que confunde Agnes.

A desconexão com a realidade dela começa a ficar mais clara até que quando volta ao necrotério para confrontar o corpo encontrado, vê a identificação de “W. Maximoff.” Vidal também aparece no local e explcia: “Aquela bruxa se foi, e todas as cópias do Darkhold com ela, deixando você presa em seu feitiço distorcido. Mas você não precisa ficar aí, precisa?”
Isso, Agatha volta, mas isso significa que Vidal também se revela como sua antagonista e tenta matá-la por vingança e das “Sete de Salem”. A bruxa consegue argumentar para ganhar tempo, mesmo que curto. É que ela precisa recuperar seus poderes o mais rápido possível antes que as sete a encontrem e a destruam
Com a ajuda de seu fã e delinquente, ela parte na missão para qual precisa pegar algumas bruxas, para melhor invocar “A Estrada”, o destino que dará a qualquer um que chegar ao fim “a coisa que [eles] mais querem”. O segundo episódio é o recrutamento de seu clã, ou coven. São elas: Lilia( Patti Lupone), Sasheer Zamata (Jennifer Kale), Alice Wu-Gulliver (Ali Ahn), e Sharon Davis (Debra Jo Rupp).
Com início promissor, Agatha All Along não se propõe inovar, mas poder rir e gostar de uma antagonista é um feitiço poderoso que tá com cara de não ter imunidade. Já estou encantada.
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