A verdadeira história de The Last of Us começa agora

Então aconteceu. O que seria a maior surpresa para os “não iniciados”, tivemos nosso “Red Wedding + Hardhome” de The Last of Us e o confronto de Abby (Kaitlyn Dever) com o homem que matou seu pai, isso quer dizer Joel (Pedro Pascal). Sim, no final da primeira temporada, Joel desesperadamente saiu matando todo mundo para salvar Ellie (Bella Ramsay) e a consequência chegou. Anos depois, mas chegou. E apenas no segundo episódio da temporada! Pois é, há mais o que guardar de spoiler, mas esse era um tão significativo que foi complexo evitá-lo.

Todas as referências de Game of Thrones serão impossíveis até porque a direção é de Mark Mylod (mesmo que os episódios citados não tenham sido os deles na franquia). Isso porque temos o ataque dos infectados à Jackson e, claro, o protagonista brutalmente assassinado. Mas isso não é ruim: The Last of Us entregou um dos melhores episódios de sua história. Grandes interpretações, imagens impressionantes e tensão constante.

E antes de fazer um recap, vale lembrar que uma vez na MAX, Pedro Pascal já é tradicionalmente morto violentamente. Como esquecer a sua participação como Oberyn em Game of Thrones? Vejo total paralelo aqui em The Last of Us.

Bom, voltemos ao episódio. Desde que seria complexo esconder a identidade de Abby por algum tempo como aconteceu no jogo, os roteiristas a trouxeram para a abertura da história desde o primeiro episódio, revelando sua identidade e plano. Mesmo 5 anos depois, ela só pensa em matar Joel. E em um sonho/flashback meio Fight Club, Abby do consciente conversa com Abby do inconsciente (que é a do passado), a que viu o pai brutalmente assassinado e que jurou vingança. Vemos que ela tem problemas com o trauma, mas a determinação prevalece porque não tem como esquecer o que aconteceu com seu pai.

Abby acorda em um chalé com vista para Jackson onde ao lado de Owen (Spencer Lord) e os outros jovens sobreviventes do massacre de Salt Lake City: Nora (Tati Gabrielle), Mel (Ariela Barer) e Manny (Danny Ramirez), e se ela se mantém fiel ao plano, os amigos já estão questionando a missão.

Enquanto isso, em Jackson, Ellie está ainda lidando com o dia seguinte da festa, mas a cidade está se preparando para um ataque iminente. Ela aparenta querer se desculpar com Joel pela briga no baile, mas ele já saiu com Dina, então Ellie sai com Jesse para patrulhar.

A tempestade pega todos não exatamente de surpresa, mas violentamente. Abby, isolada, cai e em cima de cadáveres congelados, quer dizer, infectados que de aparentemente mortos agora ganham maior energia. Na fuga, é ajudada por quem? Claro, Joel. Assim que o identifica (Dina o chama qie lo nome), Abby imediatamente os conduz para o chalé. Joel hesita, mas acaba caindo no plano da inimiga. Assim que chegam lá, Dina é imobilizada e Abby, como prometido, passa a matá-lo devagar.

Assim que sabem que Joel e Dina não voltaram, Jesse e Ellie vão em busca de seus amigos perdidos, e quando Ellie chega ao esconderijo, até os amigos de Abby estão implorando para que ela pare e mate logo Joel. A cena – que teve algumas pequenas alterações do jogo – é bem fiel aqui. Ellie é imobilizada e testemunha o golpe de misericórdia e vê Joel ser morto. Ela promete se vingar, mas os Fireflies a subestimam e vão embora a deixando no chão, chorando por “seu pai”. E nem falamos ainda de como Tommy vai reagir!

Pois é, em Jackson, a cidade tinha planejamento e força para se defender, mesmo que dessa vez quase tenha dado errado. A partir de agora, The Last of Us é apenas sobre vingança e não será fácil de engolir. Devemos nos preparar.


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