Uma história de amor com final infeliz

Hoje, há 65 anos, a princesa Margaret era como o príncipe Harry: popular, adorada pelo público, mas presa ao protocolo que é implacável com o “estepe” da Coroa. Margaret viveu uma das maiores histórias de amor, uma que teve a torcida mundial, mas que, ao contrário de seu tio e depois sobrinho-neto, não teve um final feliz.

Princesa Margaret e Peter Townsend, quando estavam decididos a se casar

Margaret se apaixonou, aos 20 e poucos anos, por um homem mais velho e divorciado, Peter Townsend, que fazia parte da equipe do Rei George VI, seu pai. Quando o público descobriu o romance, foi à loucura. No entanto, mesmo sendo a terceira pessoa na linha sucessória (na época), Margaret só poderia se casar com a autorização da Rainha e do Parlamento. Elizabeth II disse sim, Winston Churchill, o primeiro-ministro, não.

O romance virou assunto dos tabloides a partir da cerimônia de coroação de Elizabeth II. Margaret teria dado bandeira quando arrumou o casaco de Peter, mostrando uma intimidade que não era permitida pelo protocolo. O romance dos dois, os traumas e consequências começaram a ser contados na primeira temporada de The Crown.

Ainda traumatizados pela abdicação do Rei Edward VIII, que deixou a Coroa para se unir à Wallis Simpson, os súditos torceram e acompanharam cada passo da história de amor da princesa que se apaixonou por um plebeu.

Os dois aceitaram todas as imposições para que o casamento fosse aprovado, mas, quando não foi, a expectativa foi grande para ver como Margaret, conhecida por ser autentica e impetuosa, reagiria. Para supresa de muitos, no dia 31 de outubro de 1955, princesa Margaret confirmou oficialmente que colocaria sua responsabilidade para com a Coroa antes do coração. A foto da princesa, com lágrimas nos olhos deixando o Palácio de Buckingham, são eternas.

(Getty Images)

Peter Townsend também foi cercado.

Peter Townsend depois do anúncio de que não se casaria mais com a princesa Margaret. (Getty Images)

“Fui informada de que, se renunciasse meus direitos à sucessão, seria possível ter um casamento civil, mas, em respeito aos ensinamentos da Igreja e que um casamento cristão é indissolúvel, e consciente do meu dever para o Commenwealth, eu decidi que colocar essas considerações antes das outras”, anunciou a princesa, confirmando o fim do noivado.

(Getty Images)

65 anos depois, príncipe Harry enfrenta a pressão da Família Real por ter escolhido deixar seu papel na monarquia por amor. A vida é uma só, se é para apostar, melhor que seja pela felicidade.

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