Ela foi Fada, Princesa e Hipopótamo Bailarina

Marge Champion viveu 101 anos e dançou até os 90, mas faleceu no dia 22 de outubro de 2020.

A ex-estrela mirim de Hollywood tinha energia, humor e talento. Não foi à toa que três personagens suas sejam eternizadas de gerações em gerações. Sim, Marge foi a atriz que serviu de base para as animações da Disney, quando ainda estavam começando, nos anos 1930s.

A primeira, e mais famosa, a linda Branca de Neve, em 1937. Em 1940, virou a Fada Azul de Pinóquio e, no mesmo ano, seus passos de balé deram vida à divertida Hipopótamo bailarina de Fantasia. Quem diria que as três tão distintas teriam a mesma fonte?

Marge foi estrela mirim em Hollywood, tinha 14 anos quando fez Branca de Neve, e aprendeu balé desde os 3 anos de idade, com o pai, que era o professor de Shirley Temple e Cyd Charisse. Começou a carreira usando o nome de Marjorie Bell e se casou muito nova, antes dos 20 anos, com o cartunista Arthur Babbitt, o criador do Pateta. A união não durou mais do que três anos, mas estavam juntos quando ela participou das três animações da Disney.

Era uma dançarina graciosa e espirituosa, mas, apesar de trabalhar diretamente com Walt Disney desde 1934 foi apenas em 1947 que ficou realmente famosa. Foi quando ela passou a dançar com o amigo de infância, Gower Champion, que logo viria a ser seu marido também. Juntos os dois dançavam nos teatros e no cinema, mesmo que não alcançando o reconhecimento dos contemporâneos Fred Astaire e Ginger Rogers, Marge e Gower eram estrelas.

O casal apareceu com frequência na TV e em filmes como Mr. Music, Show Boat e Lovely to Look At, entre outros. O casamento durou 26 anos, mas em 1973 se divorciaram amigavelmente. Gower virou um premiado diretor de musicais da Broadway (Hello, Dolly e Bye Bye Birdie, entre outros). Marge trabalhou como atriz nos teatros e na TV, tendo vencido um Emmy em 1975.

Gower faleceu em 1980, algumas horas antes da estréia da remontagem de 42 Street na Broadway. Para combater a depressão da perda do primeiro e segundo maridos, assim como do filho mais velho, Marge era workaholic e dançou profissionalmente até os 82 anos. Continuou fazendo aulas até os 90. Para ela, cada década vivida era motivo de celebração. No começo da pandemia, foi viver com o filho e os netos, em Los Angeles. A família não comentou a causa da morte.

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