45 anos sem Agatha Christie

Dia 12 de janeiro de 1976, Agatha Christie, uma das maiores autoras de suspense de todos os tempos, morreu. Ela tinha 85 anos. Em setembro de 2020, escrevi sobre ela no aniversário de 130 anos de seu nascimento.

Agatha Christie era uma super estrela ainda em vida, tendo vendido mais quatro bilhões de livros ao redor do mundo, muitos deles, levados para o cinema. “Mãe” dos igualmente famosos Hercule Poirot e Miss Marple, a própria escritora foi protagonista de um dos grandes mistérios – até hoje não solucionados – quando desapareceu por semanas. Como Poirot e Marple são personagens de sua imaginação, ninguém soube ao certo como que por duas semanas ela chegou a ser dada como morta. Os jornais não falavam de outra coisa até que foi identificada em um hotel. Estava usando outro nome e alegou ter tido amnésia. O estranho foi que escolheu justamente o nome da amante do marido para sua nova persona. Sem surpresa, o casamento não superou a traição e acabou em divórcio.

Agatha Christie era conhecida em vida como “a mulher mais lida do mundo” e morreu em casa. Ela já era raramente vista em público, passando seu tempo escrevendo e tomando chá. Ela morreu apenas 5 meses após Hercule Poirot, cuja fama era tão grande que, embora fosse fictício, teve um obituário oficial publicado no New York Times.

“Hercule Poirot, detetive belga que se tornou famoso internacionalmente, morreu na Inglaterra. Sua idade é desconhecida”, dizia o texto. “A notícia de sua morte, dada pela dama Agatha, não foi inesperada. Indicações de que ele estava próximo da morte chegaram aqui em maio passado”. O obituário precedeu o livro Cai o Pano, a última aventura do detetive, publicada dois meses depois.

O primeiro livro da escritora adaptado para o cinema foi em 1928, The Coming of Mr. Quin. Em 2020 chegou a ser anunciada a produção de Morte Sobre o Nilo, com o trailer e um super elenco, mas a pandemia atrasou o lançamento. Em algum momento de 2021, talvez. No meio tempo, vale conferir de novo Kenneth Branagh e Assassinato no Expresso Oriente, de 2017.

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