A voz permanente das The Supremes

É muito óbvio lembrar que tudo depende de “contextualização”, mas quando se fala do sucesso da banca feminina The Supremes, é importante lembrar. Uma das vocalistas originais do grupo, Mary Wilson, faleceu hoje (9), aos 76 anos. Embora adorada, Mary nunca alcançou o patamar de sucesso de Diana Ross, com quem não tinha bom relacionamento. Ainda assim, a contribuição de Mary e das Supremes para a inclusão é inegável.

A definição de que as Supremes conseguia navegar entre os públicos negros e brancos durante um período de segregação, não é um feito pequeno. Ao cantar de forma “mais suave” para um público predominantemente preconceituoso veio a ser criticado, mas quebrou uma barreira importante.

A banda surgiu em 1959, ainda como “Primettes” e era um quarteto até 1962. Além de Mary e Diana, contavam com Florence Ballard e Betty McGlown sendo que Diana Ross foi a última a entrar para o grupo. A trajetória das Supremes virou um musical de sucesso na Broadway e no cinema, Dreamgirls. Elas conseguiram subir nas paradas de sucesso com inúmeros hits, hoje clássicos. Eram baladas de amor em tempos de muitos conflitos dos Direitos Civis, com um posicionamento não confrontador porém político da mesma maneira.


Mary Wilson ficou com as Supremes até 1979, quando finalmente se lançou em carreira solo. Em 2019, lançou um quarto livro sobre o grupo, Supreme Glamour, em que falava do estilo visual da banda e sua influência na moda e na cultura. E é verdade. As Supremes influenciaram muitas gerações com o posicionamento criativo e empoderador. A própria Beyoncé foi seguidora das cantoras.

Mary Wilson morreu por causas naturais. Diana Ross lamentou a morte da ex-colega no Twitter. “As Supremes seguirão vivas em nossos corações”, resumiu. Verdade.

Para os fãs que lêem em inglês, essa matéria do The New York Times é espetacular sobre a importância e o impacto das The Supremes em tempos de conflitos raciais nos Estados Unidos.



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