A Cruella De Vil original

A personagem Cruella De Vil ficou famosa há 60 anos, quando a Disney lançou o filme 101 dálmatas. A voz rouca, a arrogância, a magreza e o exagero eram cômicos e assustadores pois se tratava de uma mulher muito perigosa. Ela praticamente nasceu icônica e é uma das mais assustadoras vilãs da animação. Parte desse sucesso se deve à atriz Betty Lou Gerson, que deu voz à ela no filme original.

Há muita diferença entre Betty Lou e Cruella, claro! A começar pela nacionalidade. Enquanto Cruella tem o carregado sotaque britânico (afinal, a história se passa em Londres), a atriz veio do sul dos Estados Unidos. Nasceu no Tennessee e cresceu no Alabama, portanto tinha um forte e característico sotaque sulista.

Sucesso na época do rádio, muito pela sua versatilidade vocal, Betty Lou emprestou sua linda voz para o clássico Cinderella, de 1950, como a narradora da história. Seu desempenho como Cruella foi tão definitivo que foi eleita como uma Lenda da Disney em 1996. Merecidamente.

De família rica, Betty Lou começou a trabalhar como atriz em rádio com apenas 16 anos, conseguindo rapidamente emprego fixo. Quando chegou aos 20 já era considerada uma estrela, com papéis principais em muitas das principais radionovelas dos anos 1930s.

Hollywood estava de olho e nos áureos anos 1940s a chamou para Califórnia. Uma vez em Los Angeles, ela seguiu na rádio e começou a aparecer na TV também. Sua veia cômica foi percebida imediatamente e ela aproveitava de sua versatilidade.

O primeiro trabalho com a Disney foi como a narradora de Cinderella, mas, 11 anos depois, foi sua vez de brilhar como Cruella De Vil.

Tudo em Cruella é exagerado e hilário. A versatilidade de Betty Lou criou uma verdadeira lenda da animação que, mesmo 60 anos depois, é adorada. Em 1991, John Hughes assinou o roteiro e produziu a primeira versão live action do filme 101 Dálmatas. Agora, em 2021, Emma Stone promete reavivar a lenda de Cruella De Vil. E no trailer vemos, adotou a deliciosamente e maligna risada inventada por Betty Lou.

Betty Lou trabalhou em filmes também. Esteve no clássico de horror A Mosca. De 1958 e fez uma ponta em Mary Poppins, em 1964. Mas foi na TV que apareceu com maior frequência. Se aposentou em 1966. Trinta anos depois, em 1996, foi homenageada pela Disney.

Betty Lou faleceu em 1999, vítima de um infarto fulminante. Apesar de ter se casado duas vezes, não deixou filhos. Ela tinha 84 anos.

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