Dia de vitória e derrota em Vikings

A série Vikings foi concluída no início de 2021 e tanta coisa já aconteceu nos primeiros cinco meses que já está em um passado distante. Aproveitando o gancho histórico verdadeiro, retomo um post em homenagem ao grande conteúdo que ficou injustamente à sombra de Game of Thrones.

Foi no dia 12 de maio de 878, portanto há 1.143 anos, que o Rei Alfred, o Grande finalmente venceu o grande exército pagão dos vikings. A batalha de Edington, em Wiltshire, ficou conhecida como a Batalha de Ethadun, onde, na série SPOILER ALERT, vemos a morte do terrível Ivar, the Boneless.

Assim como mostra a série, Alfred enfrentou a nova invasão pagã com dificuldade e derrotas. A sagacidade de Ivar no campo de batalha, sem a empatia cristã, colocava o rei inglês em desvantagem. Na vida real, coube ao viking Guthrum – que nunca entrou na série – o desafio ao exército britânico. Na série, a história de Guthrum foi absorvida por Hvitserk, incluindo seu destino SPOILER ALERT de se converter ao cristianismo após a vitória de Alfred.


O confronto entre vikings e cristãos durou três longos dias, chegando à conclusão no dia 12 de maio. Duas semanas depois, o acordo de paz foi firmado entre inimigos onde o batizado de Guthrum (Hvitserk) fez parte crucial para a Paz. Mas, segundo historiadores, a virada de Alfred contra os invasores começou depois que Guthrum perdeu o apoio de Ivar e Ubbe. Ivar foi para a Irlanda, onde morreu repentinamente e Guthrum, isolado, perdeu força.


Os fatos históricos

Entre os dias 6 e 12 de maio, o Rei Alfred estava acampado em no campo de Edignton, em Chippenham, planejando surpreender os vikings liderados por Jarl Guthrum, localizados a uns 20km dali. Assim que nasceu o dia, os ingleses saíram para lutar. O confronto foi sangrento mas significava vencer ou ser destruído. Diante da determinação dos soldados cristãos, os vikings recuaram e foram cercados. A vigília levou aos vikings reconhecerem a derrota.


O Acordo de Wedmore, determinou a devolução de reféns, a saída do exército vikings de Wessex assim como a conversão de Guthrum ao cristianismo. Quando foi batizado, ele escolheu o nome de Athelstan, com Alfred como seu padrinho. A vitória do monarca inglês foi o primeiro passo para unificar seu reino.

No local da batalha, há até hoje, um memorial que marca a vitória contra o paganismo.

Na série

O episódio final da saga de Ragnar e seus filhos foi emocionante e mesclou fatos com a narrativa de ficção, sem ferir a dramaticidade. Com atuações maduras e emocionantes do elenco que começou muito jovem e estava encerrando ali um capítulo importante de suas vidas, foi para fãs não conseguirem segurar as lágrimas.

A controvérsia sobre a despedida de Ivar, com uma liberdade histórica e poética para redimir o vilão da série, irritou muitos fãs, especialmente pelo fato de ter sido o único viking a temer o caminho para Valhalla. Eu discordo, foi significativo dar ele o traço de humanidade que faltou em uma temporada inteira (a quarta temporada), apesar do grande talento de Alex Hoegh Andersen de dar a Ivar dimensão. Recentemente o ator compartilhou fotos dos bastidores da gravação da batalha. Aqui fica mais uma homenagem a uma excelente série.

E para matar as saudades, uma playlist de Vikings

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