A atualidade da história de Diana

O universo está alinhado para que, “coincidentemente”, perto do aniversário de 25 anos de morte da princesa Diana, tanto a série The Crown como o filme Spencer voltem a revisitar um dos períodos mais complicados da Família Real. Para eles que são avessos à falar de sua privacidade, é difícil lidar com livros, entrevistas, fotos, fofocas e redes sociais alimentando teorias, versões e histórias.

Há 24 anos, quando Diana morreu naquele trágico acidente de carro em Paris, ainda não sabíamos que ela tinha participado da biografia escrita por Andrew Morton tão diretamente. Ao quebrar as regras, ela reescreveu sua história e hoje vemos que sua decisão foi mais do que acertada. Se não tivesse seguido seu coração e aberto o verbo, poderia ter nos deixado sem contar como se sentiu, o que pensava e o que aconteceu atrás dos muros do palácio. Não foi bonito.

Os críticos da princesa, em maior número na época, questionaram sua atitude, sua motivação e até sanidade. Porém o fato é que Diana falou com honestidade sobre seus problemas e o tempo apenas comprova que ela não apenas não mentiu, estaca certa.

Ao falar de seus distúrbios alimentares, de suas ansiedades e inseguranças, ela era uma pessoa “normal” e passou a inspirar confiança, conexão, empatia. Hoje tudo isso é encorajado e aceito, mas há 30 anos? Jamais.

Um dos erros de seus críticos foi subestimá-la. Diana era tímida, não era fraca. Estava triste, não era vulnerável. Ela sabia lutar. Se iria perder, seria nos seus termos. Ganhou a batalha. Ela não fez nada para vender uma marca ou livro, ou ganhar likes. Isso não existia na época. E dizer que “sabia usar as câmeras” é simplificar demais o que estava acontecendo. As celebridades hoje “se abrem” paradoxalmente para manter o controle e a distância, não para gerar conexão e proximidade. Diana só queria falar de sua dor para quem sentia a mesma dor.

Muito se cobra hoje, também nas redes sociais, de tomar partido na crise familiar que separou até seus filhos. Diana era a mãe dedicada que os amava igualmente, duvido que aceitasse essa campanha. Por outro lado, me questiono se a vida tivesse dado tempo, se ela teria perdoado a quem a magoou e o que estaria fazendo hoje em dia.

O que já podemos ter certeza é que Diana mudou a história com iniciativas e motivações simples: falar do coração e com sinceridade. Por isso ela será sempre, eterna.

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