De Rainha à Duquesa: Claire Foy volta à realeza


A série especial A Very British Scandal, estrelada por Hugh Grant há alguns anos, virou franquia que promete abordar, claro, os grandes escâdalos britânicos. A próxima temporada está quase pronta e traz Claire Foy, pós estrelato de The Crown, vivendo outra nobre britânica, bem oposta ao perfil discreto da Rainha Elizabeth II. Para nós estrangeiros, o nome dea Duquesa Argyll não diz nada, mas, para ingleses é uma das mulheres mais conhecidas por conta do escandaloso divórcio nos anos 60. Conhecida como a Duquesa Safada (Dirty Duchess), Margareth Wingham foi acusada pelo marido de o ter traído com pelo menos 88 homens. E com provas, que incluiam fotos polaroids de Margareth no ato, o divórcio foi um dos mais baixos de toda História, com a duquesa entrando para os tabloides como uma espécie de Messalina da Inglaterra. Hoje pretende-se rever essa narrativa.

À frente de seu tempo e moderna em época de repressão

Margaret, filha de nobres escoceses, cresceu nos Estados Unidos e mesmo nos repressivos anos 1930s, perdeu a virgindade aos 15 anos para o ator David Niven, de quem engravidou mas abortou para evitar escândalo. Circulava entre as estrelas e Cole Porter teria escrito You’re the Top para ela, onde a chama “da melhor”.

Uma das jovens mais bonitas da sociedade na época, era requisitada e uma estrela. Seu vestido de casamento com o primeiro marido, o golfista americano Charles Sweeny, não apenas foi capa de revista como esteve em destaque no Museu Victoria e Albert, em Londres, como um dos mais belos de todos os tempos.

Os dois tiveram três filhos, mas, em 1947, se divorciaram por causa das infelidelidades do lado dele. Em uma viagem de trem para Paris, três anos depois, Margaret conheceu Ian Campbell, o Duque de Argyll. O romance foi rápido e o casamento badaladíssimo, porém era apenas o prólogo de uma história trágica.

A união era abertamente uma transação de negócios para o Duque, que estava falido porém usou a fortuna da mulher para ganhar destaque político e arrumar seu patrimônio, restaurando seu castelo.

Em uma época em que a mulher não tinha voz, muito menos sexo, a postura de Margaret era ousada. O casamento era de fachada, mas sua vida privada era repleta de romances com homens famosos ou desconhecidos. Mas tudo mudou depois de um acidente em um elevador. Margaret despencou do quarto andar e bateu com a cabeça. A partir daí, seus amigos apontam que – literalmente – caiu no poço. A partir desse evento perdeu o senso de “decoro”, como diziam, passando a conduzir seus casos abertamente e cada vez mais fulgazes. Para os inimigos, uma ninfomaníaca.

As pérolas como assinatura e a famosa polaroid de “homem sem cabeça”

Na sociedade britânica, os romances da duquesa eram famosos, assim como as festas no castelo de Inveraray, da família do marido, onde recebia os amantes. A essa altura, perto dos anos 1960s, o casamento de fachada era aberto e Margaret levava uma vida completamente à parte de Ian.

Apesar de estarem em um acordo onde usufria da fortuna da esposa como queria, Ian se ressentiu dos casos de Margaret e conseguiu um mandado judicial que a barrava do castelo. Em 1959 o processo de divórcio começou, mas a batalha que viria chocar a todos ainda estava apenas começando.

Sabendo que Margaret gostava de registrar os atos sexuais com fotos polaroids onde costumava estar usando apenas seu colar de pérolas de três voltas, uma assinatura de seu estilo (também usado pela Rainha Elizabeth II até hoje), o duque contratou um chaveiro para arrombar o móvel onde ela guardava as provas. E fez a festa com o que encontrou.

Além de fotos explícitas, a duquesa matinha um diário pessoal onde registrava os detalhes de cada encontro. Uma polaroid em especial tinha Margaret fazendo sexo oral em um homem cuja a cabeça estava fora da foto. O registro ficou conhecido como o “homem sem cabeça” e sua identidade – não revelada no processo – gerou livros, óperas e filmes com teorias de quem era.

Margaret implorou ao marido que mantivesse as provas fora do processo, que era público. Claro que ele não a atendeu.

As histórias, as fotos e as fofocas tomaram contas dos jornais. A Duquesa ganhou o apelido de “Safada” e foi humilhada de todas as formas possíveis. A lista de 88 nomes que seriam seus amantes, fizeram com o que o juiz a repreendesse por ser uma mulher promíscua. Seus filhos e amigos se afastaram, sua vida nunca mais foi a mesma.

Isolada dos filhos, que romperam com ela após a separação do segundo marido, Margaret passou a ter problemas financeiros. Sua fortuna também ficou com o ex-marido. Nos anos 1990s, foi obrigada a viver em um asilo, com a ajuda financeira do primeiro marido, Charles, de quem sempre foi próxima. Faleceu aos 80 anos, falida e sem amigos. Foi enterrada ao lado de Charles, o verdadeiro amor de dua vida.

Claire Foy e Paul Bettany serão o casal polêmico

A série vai abordar toda a parte do divórcio e como Margaret foi vilanizada por seu uma mulher independente. Claire Foy foi vista gravando em Londres.

O duque de Argyll será interpretado por Paul Bettany, em um papel de destaque após WandaVision.

A primeira tempoarada de A Very British Scandal passou na Globoplay.

Vamos acompanhar para ver em qual plataforma poderemos conferir!

Ah, e quem era o homem da foto? A última versão era que era Bill Lyons, um empresário americano (dono da Pan Am) e casado, que a duquesa fez de tudo para manter anônimo. Será verdade?

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