Três valsas de Tchaikovsky

Piotr Ilyitch Tchaikovsky escreveu algumas das mais belas valsas, três delas, em especial, em cada um de seus balés.

Em O Lago dos Cisnes, sua primeira obra, a música que hoje é unanimidade foi uma das partes mais controversas e dita, na época, como impossível de dançar. Depois de sua estreia, em 1877, ficou esquecido até a morte do compositor, quando ganhou a popularidade de hoje em dia. A versão que conhecemos está distante da primeira e pouco se sabe como foi, incluindo a ordem musical.

Porém, depois da introdução sinistra e triste, o balé abre com uma das mais belas valsas escritas até hoje, com movimentos diferentes que rendem belas coreografias. Ela começa lenta, suave e as cordas em pianíssimo, ganhando ritmo e força. Não é à toa que é uma das melodias mais famosas escritas por Tchaikovsky.

No balé, a valsa em geral tem um momento solo para o Príncipe Siegfried, que está celebrando seu aniversário com os súditos. É assim que tema. bela versão do Ballet Bolshoi.

Treze anos após o fracasso de O Lago dos Cisnes, o compositor aceitou o desafio de escrever A Bela Adormecida, um de seus maiores sucessos. O balé foi feito sob medida para Marius Petipa, incluindo o andamento das peças, restando a Tchaikosvky as melodias e orquestração.

Uma das melodias mais famosas de A Bela Adormecida é a valsa do 1º ato, dançada pelas camponesas com as guirlandas de flores.

A melodia é tão famosa e marcante que virou o tema de amor da Princesa Aurora no clássico da Disney, batizada como Once Upon a Dream.

E, uma das mais bonitas faz parte justamente de seu último balé, O Quebra-Nozes. No 2º ato, antes do pas de deux da Fada Açucarada. Críticos dizem que a Valsa das Flores tem um grau de sofisticação raro para o estilo musical, graças ao treinamento sinfônico de Tchaikosvky, que acrescentam muito mais do que um acompanhamento e eternizam melodias fáceis de cantarolar.

As flores entram ao som da Harpa, antes que a principal melodia entre e nos envolva. Quem melhor captou a beleza da Valsa das Flores foi George Balanchine, destacando nos passos notas que não teríamos percebido não fosse a dança. O solo principal, um dos mais difíceis de seu repertório, foi criado em cima da talentosa Tanaquil LeClerc, que mais tarde viria a ser sua esposa. Veja que lindo abaixo, Duvido que não queira dançar!

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