Miranda encara o futuro em And Just Like That

Primeiro, descobrimos do que se tratam as imagens de Carrie Bradshaw no hospital e a companhia de Miranda Hobbes, em And Just Like That. Um problema adiado de coluna que se transforma em dor constante e leva Carrie a uma cirurgia para “poder voltar a usar salto alto”.

Assim como é voltando para casa que Carrie é “carregada” pelo Hot Fella, acompanhada por Anthony e Charlotte.

O episódio, porém, trata de dores mais profundas. A infelicidade de Miranda em um casamento que já tinha mostrado rachaduras no filme. A relação entre Steve e a advogada nunca foi redonda. O sex inicialmente era ótimo, mas Miranda ressentia a falta de ambição dele, um bartender, quando ela era uma advogada em ascensão.

Da amizade surgiu uma gravidez inesperada e talvez o medo de ser mãe sozinha (ela não tinha problemas em ser mãe solteira), a doçura de Steve e sua dedicação, Miranda acabou “se apaixonando”. No filme vemos que a maternidade tirou a feminilidade dela, levando a Steve a traí-la. Os dois se entendem espetacularmente em um reencontro na ponte do Brooklyn. Aparentemente foi o final feliz dos dois. Mas não.

A pedido da atriz Cynthia Nixon, que viveu uma realidade parecida, a homossexualidade de Miranda – ensaiada e descartada na 1ª temporada de Sex and The City – voltou à pauta. Estamos acompanhando o envolvimento com Che, a parceira de Carrie no podcast. E, no episódio dessa semana, o romance vira realidade.

A questão de estar em um casamento aparentemente perfeito, mas infeliz, é sensível. A felicidade de Miranda depende de partir o coração de Steve, que genuinamente a ama. Porém, depois de mais de uma década juntos (Brady já é adolescente com relações sexuais com a namorada), Miranda está descontando a tristeza em quase uma dependência alcóolica. E, nos braços de outra mulher, reacende seu lado feminino. Como lidar com isso?

Porque a questão aqui não tem a ver com sexo ou amor, mas como tomar uma decisão individualista e necessária. Mas triste!

Falaremos de Charlotte depois. Sua história tem sido a mais sem graça de todas, mesmo com a decisão de Rose sobre mudar seu gênero. Charlotte não traz a carga dramática que teria sido importante, a do antagonismo para ressaltar a importância da aceitação. É uma vida cor de rosa, que não contribui para a discussão.

Ainda temos que descobrir como Steve vai ficar na equação, mas sabemos que Che e Miranda terão o apoio de Brady, visto com as duas nas gravações.

O que foi definitivamente mais ousado? Colocar que Samantha e Carrie vem trocando mensagens… será que teremos surpresa até o final de And Just Like That?

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