Os diários de Anne Lister e a série Gentleman Jack

A série Gentleman Jack, da HBO Max é mais uma biopic. Isso mesmo, é uma história real. Anne Lister, uma mulher que foi extremamente ousada pelo seu tempo. O título da série, inclusive, se refere ao nome que os vizinhos se referiam a ela, sempre vestida de preto e como um homem, em pleno século 19. “Jack” que era o “sapatão” da época e “gentleman” para reforçar. Tudo que pudessem ridicularizar e inibir pelas regras daquele tempo.

Mas Anne não se importava, muito. Definida como a priemiar “lésbica morderna”, ela detalhava sua vida abertamente homossexual em códigos tardiamente decifrados em seus diários. O código, que era uma combinação de grego, símbolos e matermática, detalhava sua vida quase foi destruído por um de seus descendentes. Por sorte e por falta de conhecimeto guardou os documentos que foram “decifrados” em 1982.

Anne, como vemos na série, era de uma família de pequenos proprietários de terras em Shibden, em Calderdale, em Yorkshire, e conduziu vários casos homossexuais desde os tempos de escola, muitas vezes em longas viagens ao exterior. Calculadamemte masculinazada, sempre de preto, foi apelidada de “Gentleman Jack” e seu último, e mais significativo relacionamento foi com Ann Walker, com quem ela se casou na Holy Trinity Church, em York, como mostrou a 1ª temporada da série. Com base nos diários, que revelam muito sobre a vida contemporânea em West Yorkshire, incluindo o desenvolvimento do histórico Shibden Hall e seus interesses em paisagismo, mineração, ferrovias e canais, os retratos gráficos do lesbianismo eram tão francos que foram considerados uma farsa até que sua autenticidade fosse confirmada.

Vivida pela muito heterosexual Suranne Jones, mais conhecida como a Dr.Foster, da BBC, Anne foi educada no exterior e sua homossexualidade foi descoberta e abraçada enquanto estava nos internatos. Só voltou para Yorkshire após virar herdeira diretad de uma quantia substancial de dinheiro, que incluíam arrendamento agrícola, ações nas indústrias de canais e ferrovias, mineração e pedreiras. Sua paixão era Shibden Hall , que reformou assim que pôde.

Sem vergonha de suas escolhas, Anne era abertamente masculinixada, causando vergonha até de Mariana Lawton, uma de duas amantes , que inicialmente ficou com vergonha de ser vista em público com Lister por causa dos comentários feitos sobre a aparência de Anne. A série mostra as duas, mas foca mais no relacionamento com Ann Walker. As duas mulheres eram fonte de grande curiosidade e Anne observou em seu diário, para eternidade que “as pessoas que vêm nos olhar como se fôssemos alguns animais estranhos, como eles não tinham visto antes”.

Está incerto de quanto a série vai avançar, mas, Anne morreu repentinamente, aos 49 anos, de uma febre enquanto viajava com Ann. Sua companheira trouxe o corpo de Ann Lister no ano seguinte, para enterrá-lo em Halifax Minster. Sua lápide foi redescoberta em 2000, tendo sido coberta por um piso em 1879.

O preconceito contra o casal foi imenso. Anne, que já era mal interpretada por amigos e parentes, foi declarada “mentalmente doente”, por causa de sua opção sexual. Morreu em 1854, em sua casa de infância, Cliff Hill. A disputa entre herdeiros volto a mencionar o relacionamento das duas mesmo 40 anos depois.

Os diários de Anne foram decifrados em tempo e se tornaram nos 26 volumes sobre sua vida. Além de sua caligrafia ser incrivelmente difícil de decifrar, ela vriou um combinando com alfabeto grego, zodíaco, pontuação e os símbolos matemáticos para registrar seus segredos e sua vida cotidiana. Os registros são considerados hoje um valioso relato da época, honesto e abrangente “sobre a vida lésbica e as reflexões sobre sua natureza”.

A série da HBO, que estreou em 2019, é inspirada pelos livros sobre Anne Lister, escritos poe Jill Liddington. Como símbolo LGBTQ+, sua trajetória de confiança e coragem é importante ser compartilhada. É, sobretudo, uma história de amor que merece ser recontada e eternizada.

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