Nicole Kidman versão 5.5

Quando chegou a Hollywood, com apenas 23 anos, Nicole Kidman já era conhecida em seu país, Austrália, e era obviamente uma estela promissora. Destemida, linda e talentosa, por conta da cultura da época, ela ficou meio de lado, em papéis no qual era a “namorada”, justamente por estar casada na vida real com a maior estrela do cinema, Tom Cruise.

O casal era perfeito nos anos 1990s, uma versão jovem de Paul Newman e Joanne Woodward, apaixonados, talentosos e respeitados. Nicole participou de vários filmes, como a sexy ruiva, e, infelizmente, nenhum dos filmes que fez com o marido deram certo. Dias de Trovão, Um Sonho Bem Distante ou De Olhos Bem Fechados foram massacrados pela crítica e não compensaram nas bilheterias.

Aos poucos ela foi encontrando seu caminho, em especial no cinema independente. Quando estrelou o filme Um Sonho Sem Limites (To Die For), em 1996, surpreendeu os desavidados com sua malícia perfeita em um papel antipático. Emendou com uma linda adaptação de Jane Campion para Retrato de uma Mulher, mas nem assim era indicada ao Oscar. Seguia como “a mulher de Tom Cruise“. Veio então o milênio e Nicole ficou insuperável.

Estrelou uma peça na Broadway que foi recorde de vendagens (ao lado de Ian Glenn) e aceitou o desafio de embarcar no musical Moulin Rouge, de Baz Lurhman e o terror psicológico, Os Outros. Foi o divórcio surpreendente que a colocou nas capas de revistas, mas o trabalho consistente finalmente estava ganhando destaque. Com As Horas, ganhou o Oscar de Melhor Atriz e entrou para o time das maiores estrelas do cinema, sem estar à sombra de ninguém.

Há pelo menos 22 anos que Nicole Kidman passou a ser uma “Meryl Streep“, um nome forte associado sempre à atuações intensas, corajosas e ímpares. Sim, tentou a mão em comédia, mas ainda está longe de nos fazer rir. Chorar, no entanto, é implacável.

Com Tony, Oscar e Emmy (e indicação ao Grammy como cantora), Nicole refez sua vida pessoal ao lado do cantor country Keith Urban, com quem se casou há mais de 10 anos e tem duas filhas biológicas.

Discreta, ela jamais falou “mal” do ex-marido, de quem mantém distância. É uma figura sempre certa no Oscar (foi indicada por seu trabalho como Lucille Ball em Being the Ricardos) e é sinônimo de vitória e resiliência. Chega aos 55 anos parecendo ter bem menos, sempre trabalhando, sempre nos surpreendendo. Uma lenda que estamos vendo ser escrita.

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