A hora de uma nova geração se apaixonar por Sissi

A história da imperatriz austríaca Sissi (apelido para Elizabeth), foi romantizada por muitas décadas como um conto de amor e rebeldia, imortalizando o nome e o rosto de Romy Schneider no papel. Depois de mais de 50 anos, a Netflix retoma a trajetória da jovem que é um símbolo de beleza até hoje na série A Imperatriz, que deve estrear na próxima semana, dia 29.

Com drama, política, complôs e tensão, A Imperatriz promete revisar a história de Sissi como uma mulher moderna em confronto com a instituição monárquica tradicional, personificada na difícil sogra. A verdade não foi bem essa, mas, nos valores atuais, pode ser simplificada com esse olhar.

Nascida em uma casa real da Baviera, Sissi não era a escolha para o casamento com Franz Joseph, mas foi por quem ele se apaixonou e pela primeira vez se impôs para conseguir o que queria. Nas telas – e na série da Netflix – será uma história de amor, mas na realidade a jovem de 16 anos foi forçada a aceitar, entrando na carruagem para a Igreja às lágrimas.

Obviamente, como Imperatriz, ficou no centro das atenções, mas tendo sido criada no campo e com liberdade, achou a vida na corte difícil. Não ter um bom relacionamento com sua sogra, a arquiduquesa Sofia, não ajudou. Sofia era tradicionalista, rígida e se ressentia pode deixar de ser mulher mais importante do império dos Habsburgos. Para piorar, o cunhado, Maximilian, não se conformava com o papel de “sobressalente’, criando conflitos para Sissi e Franz Joseph (síndrome de Harry?)

Mas nos primeiros anos de união, Sissi ainda tentou e por ela Franz Joseph também enfrentava o sistema. Assim, considerada excêntrica (por seguir os valores da criatividade e da aventura), a imperatriz era alvo de constantes fofocas porque desafiadora, fumava, andava a cavalo e fazia ginástica. Nascida linda, era extremamente vaidosa e estabeleceu para si um rigoroso processo de embelezamento e uma dieta inovadora (era vegetariana). Mas também sofria com bulimia e depressão, detalhes frequentemente omitidos de suas biografias no cinema.

A trajetória de Sissi foi muito comparada ao longo dos anos com a da Princesa iana por conta da adoração dos fãs ao redor do mundo. Teve uma longa vida e chegou até os 60 anos (embora tenha recusado ter retratos feitos dela depois dos 30, para ser eternizada jovem). Como A Imperariz só vai abordar seus primeiros anos na Corte, não veremos muitas de suas tristezas e o afastamento do marido para viver mais próxima de seus amantes. Sissi sofreu muito com a perda de sua filha (ainda bebê), Sophie, depois com o suicídio de seu filho mais velho e herdeiro do trono, Rudolf, e seu assassinato, quando foi esfaqueada por um anarquista italiano enquanto visitava Genebra na Suíça.

A Imperatriz vai apresentar Sissi para gerações que não a conheciam, pena que ainda manterão o romance em primeiro plano, porém será interessante revisitar a história de uma das mais belas mulheres da História.

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