Lupe Serrano abriu caminho para as bailarinas latinas

A chilena Lupe Serrano foi a primeira latina a ser primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Ela ficou na companhia até se aposentar, em 1974. Ela faleceu no dia 16 de janeiro de 2023, aos 92 anos, como consequência  do Alzheimer.


Filha do maestro espanhol Luis Martínez Serrano, a pequena Lupe demonstrou interesse pela dança muito cedo, começando quase imediatamente a estudar balé. Quando a família voltou para o México, ela já tinha 12 anos e estudou com Nelsy Dambré e José Limón. Aos 18 anos, participou de uma turnê com a dançarina cubana Alicia Alonso (sua mentora mesmo no American Ballet Theatre) pela América Central antes de mudar para os Estados Unidos, onde foi solista no Ballet Russes de Monte Carlo, antes de, em 1953, ser contratada como principal no ABT, fazendo história.

No ABT trabalhou com coreógrafos como George Balanchine, Antony Tudor e Jerome Robbins. Em 1957, casou-se com o maestro Kenneth Schermerhorn, com quem teve Erica (e Veronica Lynn). Além da carreira de bailarina, dava aulas desde 1968, uma atividade que adorava.

O talento de Lupe era inegável, tanto que na turnê da companhia pela Rússia chamou a atenção do lendário Rudolf Nureyev, com quem dançou depois que ele fugiu para o oeste. Pequena e poderosa, Serrano deslumbrou o público com seu virtuosismo técnico, sua força indomável e sua exuberante personalidade de palco. Seus saltos altos, agilidade e piruetas encantavam seus fãs. Sua Giselle e seu Lago dos Cisnes constam como alguns dos destaques em sua carreira. Uma lenda que merece todas as homenagens.

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