Sharon Tate: a estrela cuja tragédia transformou em lenda

Hoje a atriz Sharon Tate estaria completando 80 anos, mas viveu apenas 26 deles. Sua morte violenta e injustificável, junto com a de seu filho ainda por nascer e outras seis pessoas, é um dos traumas mundiais desde 1969, retratado no filme Era Uma Vez em Hollywood, de Quentin Tarantino. A violência gratuita e imperdoável liderada por Charles Manson e sua gangue fez do nome de Sharon, uma estrela em ascensão, uma involuntária lenda por motivos errados. Infelizmente é justamente o capítulo final de sua vida que sempre abre toda sua narrativa, uma injustiça que não há como inverter.



Linda e interessada em vir a se estabelecer como artista, Sharon era a filha mais velha de três mulheres, com pai militar e mãe dona-de-casa. Nasceu no Texas e com apenas 6 meses de idade tinha uma beleza que se destacava, sendo coroada “Miss Tiny Tot de Dallas”. A vida de “Miss” era o sonho de muitas meninas nos anos 1940s e 1950s e Sharon ganhava todas as competições que entrava: aos 16 anos, foi Miss Richland, em Washington, entre outros. Com o pai sendo transferido de base para base, os Tate se mudaram para Itália, onde a beleza de Sharon continuava a por em destaque. Adolescente, já queria ser atriz e como muitos filmes eram rodados no Cinecittà, conseguiu a autorização de fazer pontas em várias produções, “estreando” no filme Barrabás, estrelado por Anthony Quinn. Antes mesmo de pisar em Hollywood chegou a aparecer numa coluna de fofocas como possível namorada de Richard Beymer (o Tony de West Side Story), que estava filmando Adventures of a Young Man em Verona. Ela tinha apenas 19 anos.

Como queria o destino, quando voltou para os Estados Unidos, sua família se estabeleceu na Califórnia e Sharon conseguiu trabalhos como modelo e em comerciais. Aos 20, conseguiu um contrato e começou uma carreira de coadjuvante, onde exploravam o lado sexy da atriz, como muitos faziam na época. Ela foi crescendo e eventualmente chamou a atenção de Roman Polanski, um diretor querido dos críticos que a queria no filme A Dança dos Vampiros. Na época estava noiva do cabelereiro Jay Sebring (que estaria com ela na noite do assassinato), mas a paixão pelo astro polonês foi definitiva para os dois.


O filme mais famoso de Sharon Tate, o que prometia fazer dela uma atriz mais reconhecida foi O Vale das Bonecas, adaptado do best-seller de Jacqueline Susann de 1966, um grande sucesso na época. Ela se casou com Polanski em 1968 e engravidou no mesmo ano. Por desejar que o parto fosse nos Estados Unidos, mais para o final da gravidez, os dois alugaram uma casa em Los Angeles, em 10050 Cielo Drive…

Em 2014, eu li o livro Sharon Tate Recollection, uma coleção de belas fotos da atriz, mas concordo com o que sua irmã escreveu no prefácio: “Sempre achei muito injusto que a vida dela fosse lembrada principalmente por seus momentos finais. Sharon teve uma vida magnífica.” Aqui a minha homenagem ao ícone, uma vida tirada de nós muito antes de seu tempo.

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