Anunciadas há pouco nos Estados Unidos, as indicações ao Emmy Awards de 2023 têm poucas surpresas e uma noite determinada de vitórias para HBO. Com Succession e The White Lotus, a plataforma vai arrecadar as principais categorias da noite, nenhuma surpresa prevista daqui até a noite de 16 de setembro.
A presença de House of the Dragon na categoria de Drama era esperada, mas ignorar Paddy Considine, que efetivamente deu show na primeira temporada antes de se despedir da série, é de se lastimar e muito. Sem grande surpresa, o trabalho de Jany Temime foi reconhecido e está entre os indicados.


Aos poucos vou avaliar cada categoria até setembro, mas a primeira impressão foi de absoluta obviedade em quase todos os indicados. Com tantos filmes e série biográficas, fica divertido ver Steven Yeun de Treta (Beef) como único ator em seu grupo – Melhor Ator em Série Limitada ou Filme – que não seja um papel real. Todos os outros são: Taron Egerton por Black Bird, Kumail Nanjiani por Welcome to Chippendales, o provável vencedor, Evan Peters por Dahmer — Monstro:A história de Jeffrey Dahmer, Daniel Radcliffe por Weird: The Al Yankovic Story e Michael Shannon por George & Tammy.



Fiquei surpresa (negativamente) com duas atrizes indicadas em Drama: Elisabeth Moss por The Handmaid’s Tale, que é quase default e claramente sem chances e Keri Russell por The Diplomat, onde ela não teve nuance algum que justifique estar entre as cinco. A única indiferença é porque nessa categoria, que inclui Sharon Horgan por Bad Sisters, Melanie Lynskey por Yellowjackets e Bella Ramsey por The Last of Us já é de Sarah Snook por Succession. Todas as outras vão à passeio.
Outro incômodo para mim é ter The Crown indicada como Melhor Série Drama assim como ter Elizabeth Debicki como Diana exagero. Esteve igual, sim, mas a temporada foi fraca, à sombra do drama recente e mais envolvente da briga dos príncipes William e Harry, não acho que merecia. E marca a primeira “Rainha Elizabeth” a ser excluída, o que é justo pela atuação de Imelda Staunton mas igualmente grosseiro depois de indicar uma também indiferente Olivia Colman nos últimos anos. The Crown já deu, se fosse indicada em 2025 por sua conclusão seria simbólico, mas agora só parece piloto automático.



Muito conteúdo bom ficou de fora, dado o domínio da HBO, mas vale citar que Daisy Jones e os Seis ganhou o carinho dos Emmys também, com as atrizes (e a série) recebendo indicações (Camilla Morrone e Riley Keough), mas ignorando Sam Claflin. Baby, baby, baby!

Talvez na parte de Comédia haja espaço para alguma surpresa, pois está mais equilibrada. Ted Lasso se despede com títulos mais em evidência, como Elementary Abbott e The Bear, as favoritas nas últimas premiações.
Achei um exagero incluir Shriking como atuação ou série, mas gostei da despedida de Christina Applegate com mais uma indicação por Dead to Me. Sua saúde não permite mais que ela siga trabalhando, mas sua atuação na série da Netflix é inesquecível, pena que o conteúdo tenha ficado tão perdido e meio que espalhado para todo lado. Não vai ganhar de Quinta Brunson por Abbott Elementary. Antes de virar. apróxima Lois Lane, Rachel Brosnahan se despediu de The Marvelous Mrs. Maisel em um papel que rendeu um Emmy há alguns anos, mas não merecia estar entre as finalistas. Natasha Lyonne sempre está entre a melhores e valeu por Poker Face, mas a única que ameaça Quinta pode ser Jenna Ortega que causou furor mundial com Wednesday.



E assim seguimos palpitando! Setembro está logo ali.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
