Uma matéria do New York Post de 5 de setembro pode ter “salvado” a casa de Marilyn Monroe em Los Angeles. O artigo, entitulado A única casa que Marilyn Monroe já possuiu, e onde ela morreu, enfrenta demolição revelava que os proprietários do imóvel discretamente iniciaram a papelada para ter a permissão para construir uma nova casa no lendário endereço de 12305 Fifth Helena Drive, em Brentwood, Los Angeles. Os fãs se uniram em indignação. E pode respirar aliviados, por hora, a prefeitura impede que a casa seja demolida ou que seja feita qualquer modificação no imóvel.
Marilyn Monroe comprou a casa em 1962, por mais de 77 mil dólares, meses antes de ser encontrada morta no local. Foi seu primeiro imóvel próprio e o último, fatalmente chamado por ela mesma de “Cursum Perficio”, que se traduz como Aqui termina a minha viagem. Pequena e simples, destoando das mansões que as estrelas de Hollywood ainda costumam escolher, tem cerca de 270 metros quadrados, é térrea e em estilo Hacienda e fica em uma rua sem saída perto do San Vicente Boulevard. Hoje é estimada em cerca de 8,35 milhões de dólares.


Desde a morte da atriz, o imóvel trocou de proprietários até o atual, em 2017 e que claramente não tem apego histórico porque pediu licença de demolição em Agosto de 2023 (perto do aniversário de morte de Marilyn). O pedido foi uma mera formalidade e os donos devem ter se arrependido porque, uma vez noticiada, a demolição foi interrompida. Agora terão que esperar pelo menos seis meses e se a casa for tida como Monumento Histórico-Cultural, jamais poderá ser alterada significativamente.
Não foi a primeira vez que o pleito de proteção foi feito. Há 10 anos, houve uma primeira tentativa de considerar a villa de estilo espanhol ou colonial como patrimônio histórico da cidade. O que atrapalhou o processo foi justamente ainda ser de propriedade privada. Os técnicos da Secretaria de Urbanismo só puderam vê-la de fora e o relatório não chegou a uma conclusão definitiva, pois não se sabe como está por dentro. Pelo que se sabe, ao longo desses mais de 60 anos, a casa já sofreu algumas alterações na cozinha e nos banheiros, assim como ganhou uma construção anexa como casa de hóspedes ligada à residência principal. Já quando Marilyn a comprou, por estimados 760 mil dólares nos valores atuais, o imóvel tinha valor histórico, pois foi construída em 1929 e já tinha azulejos feitos à mão, incluindo os que incluem a inscrição “Cursum Perficio”. Também já tinha tetos abobadados de madeira com vigas expostas, piso de terracota e a piscina onde, segundo consta, ela nunca chegou a entrar. Embora nunca tenha concluído sua decoração, ainda havia caixas fechadas quando morreu, Marilyn encheu a casa com artesanatos trazidos do México e tinha planos de fazer do endereço um lar como o que jamais teve em sua curta e trágica trajetória.
O pedido radical de demolir a casa foi o que moveu a base de fãs da atriz. Em seis décadas, a casa era relativamente “respeitada” e o risco de sumir ainda existe. O Conselho Municipal de Los Angeles é que definirá o destino do imóvel depois que no dia 8 de setembro de 2023, a Câmara Municipal votou pela instauração dos procedimentos de nomear a casa de Marilyn como Monumento Histórico-Cultural (HCM). Atualmente, mais de 1200 imóveis são protegidos e não podem ser alterados. O estudo da candidatura pode levar até seis meses até que se tenha uma decisão e os proprietários podem recorrer. Fãs de todo mundo aguardam ansiosamente a conclusão. Seria poético manter seu endereço intacto.
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