2024 é – literalmente – o Ano do Dragão. E o ano em que continuaremos com a série House of the Dragon, prevista para estrear em algum momento no final do primeiro semestre. A data exata ainda não foi anunciada.
A estreia da prequel de Game of Thrones, que está no mesmo universo, mas tem vida independente, foi um sucesso. House of the Dragon tem potencial de muitos anos pois cobre o período da dinastia Targaryen em Westeros, portanto são quase 200 anos de muito drama. O período inicial nem é o começo do domínio da família no continente, mas sim um dos mais sangrentos e trágicos no qual a guerra civil entre irmãos disputando o trono quase aniquilou os Targaryens e terminou o tempo dos dragões na história (até o retorno de Daenerys).

Na primeira temporada o foco foi em esclarecer como o conflito foi semeado e ganhou fôlego, mas ainda não tinha efetivamente “começado”. Há diferenças entre livro e TV, algumas adaptações (como as idades de Alicent Hightower e Rhaenyra Targaryen), mas, em geral, se manteve fiel ao mesmo tempo que aproveitou as oportunidades (são muitas) da história de dar outra versão para os fatos.
Com a trágica (e acidental!) morte de Lucery Velaryon, qualquer hesitação de Rhaenyra de embarcar em uma resposta violenta à usurpação de seu trono por seu meio-irmão Aegon II acabou. Nessa segunda temporada, veremos sangue jorrar em House of the Dragon, nos dois lados.
Um detalhe importante e interessante de House of the Dragon é de eliminar a dúvida básica: Aegon II nunca foi escolhido por Viserys I para sucedê-lo no Trono de Ferro. Nunca. Sua coroação foi armada friamente por seu avô, Otto Hightower, por ambição e preconceito. O envolvimento de Alicent é que não foi de igual, como no livro. Aqui ela tem outro gatilho para embarcar no golpe de estado: 1) ela entendeu errado uma conversa com o marido e 2) ela tem problemas sérios com Rhaneyra, que é o oposto do que Alicent entende como correto. Portanto, o genial da série é que a divisão entre Pretos e Verdes ganha outra perspectiva, com falhas claras nas duas partes.

E o que importa? Agora que vimos Lucerys ser engolido por Vaghar, comandada (ou não controlada) por Aemond, a Dança dos Dragões começa e teremos batalhas importantes para acompanhar. Duas delas, certas.
Antes de mais nada, é difícil argumentar quem “vence” a guerra, pois as baixas são inúmeras em ambos os lados. Podemos quase argumentar em um empate técnico, pois Aegon II “vence”, mas é morto em seguida e quem herda a coroa é justamente o filho de Rhaenyra e Daemon Targaryen, mas isso é assunto para outro post. Na segunda temporada, apesar de afetados, o domínio será mesmo dos pretos. A ver (não está na ordem de exibição).
Batalha do Moinho Ardente
Esse embate foi confirmado no trailer, porque vemos Criston Cole decapitando um apoiador de Rhaenyra e é uma consequência desse primeiro movimento, que acontece nas Terras Fluviais de Westeros, logo após o assassinato de Lucerys Targaryen em Shipbreaker Bay. Isso porque Aegon II teve apoio de Casas importantes incluindo algumas que não mantiveram o juramento de lealdade à Rhaenyra.
Se até o momento a rivalidade entre os homens tenha ficado em segundo plano em House of the Dragon, agora ficará mais clara porque são eles que lideram as batalhas. A estratégia bélica dos pretos é liderada por Daemon Targaryen, e, do lado dos verdes, por Ser Criston Cole. Movido por seu ódio pessoal por Rhaenyra, que o seduziu e não quis se casar, Ser Criston quer destruir a Rainha.

Essa batalha começa com uma emboscada dos Blackwood depois que os Brackens marcharam em seu território. Isso porque a Casa Blackwood é a favor de Rhaenyra. Já a Casa Bracken apoia Aegon II. O nome é porque o moinho foi incendiado durante as horas de combate.
Lorde Samwell Blackwood envia invasores às terras de Bracken, e, como reação, Sor Amos Bracken marcha no território de Blackwood, surpreendendo os Brackens enquanto eles estavam acampados perto de um moinho perto de um rio, possivelmente Red Fork. O confronto é sangrento e Sor Amos mata Lord Samwell em combate individual, mas é imediatamente morto por uma flecha disparada pela irmã de Samwell, Alysanne. Diante disso, seu irmão bastardo, Sor Raylon Rivers, bate em retirada com os sobreviventes verdes para uma surpresa cruel.
Daemon, o estrategista da força da Rainha
Daemon como consorte de Rhaenrya alcança seu maior sonho: comandar o exército Targaryen. Mais do que a Coroa, ele queria confiança. Não teve de Viserys, o que criou a mágoa entre irmãos. Mas, com a esposa-sobrinha, ele já assumiu as rédeas e será o principal general das forças pretas até … bem, não vale antecipar. Na segunda temporada será a glória dele, temido pelos inimigos e essencial nas vitórias de Rhaenyra.

A Batalha do Moinho Ardente é um exemplo. Enquanto Blackwoods e Brackens se dizimam mutuamente, ele toma uma decisão crucial: montado em seu dragão Caraxes, lidera o exército que une as Casas Darrys, Freys, Pipers e Rootes contra o castelo dos Brackens, Stone Hedge. Com a maior parte das forças Bracken afastadas, invadir o castelo não foi exatamente difícil.
Daemon captura Lorde Humfrey Bracken, os filhos que não tinham ido para a Batalha do Moinho Ardente assim sua terceira esposa (assim como sua amante). Portanto, com o filho dele, Raylon retorna em retirada para Stone Hedge se depara com uma derrota inegável. É o fim força verde nas Terras Fluviais.
Outro momento de destaque da sagacidade de batalha de Daemon na segunda temporada será a tomada de Harrenhal. Porém as imagens de Rhaneyra buscando o corpo de Lucerys e Daemon em sua armadura em um castelo que não reconhecemos sugerem que sejam referentes à primeira batalha do episódio de estreia. Ou seja, uma vitória para os pretos.
Blackwoods: Uma Família que entra no sangue Targaryen
Há uma questão que terá peso mais à frente na Saga Targaryen, colocando essa posição dos Blackwoods no coração de outra provável série no universo de Game of Thrones e que merece um post aprofundado. O que é importante acompanhar aqui?
Bom, a começar por Alysanne Blackwood, a Black Aly, que promete ser uma das personagens femininas de destaque. Irmã mais nova de Sor Samwell, é dia do herdeiro de Stone Hedge: o pequeno Benjicot Blackwood, de 11 anos. Alysanne estará ao lado de Black Aly e seu parente bastardo, Sor Raylon Rivers, assim como o Arqueiro de Raventree, Red Robb Rivers, na Batalha à beira do Lago, do Baile do Açougueiro e da Primeira Batalha de Tumbleton. Mais importante, ela eventualmente se casa com Lorde Cregan Stark para garantir o perdão a Lorde Corlys Velaryon.
Mais ainda, o caçula de Rhaenyra e Daemon, Viserys II, chegará ao trono e seu filho, Aegon IV – um dos piores reis de Westeros – terá filhos bastados com os Blackwoods, plantando a semente da Rebelião Blackfyre. Portanto, fiquem atentos à eles!
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