A antecipação de The Idea of You de alguma forma ficou hype por conta do livro sobre um artista pop de 20 e poucos se apaixonar por uma mulher de 40 era muito parecido com o romance de Harry Styles e Olivia Wilde para ser ignorado. Há uma pequena decepção no ar.
O filme estrelado porAnne Hathaway e Nicholas Galitzine passou voando pelos cinemas e praticamente foi direto para a plataforma da Amazon, o que faz sentido dentro das janelas curtas que a MGM tem estabelecido como regra. Um filme fofo e previsível, que é um passatempo meio tolo quando tudo que você acha que vai acontecer, acontece, sem que efetivamente exista uma tensão que de faça ansiar pela conclusão.
Nicholas é Hayes Campbell, que se apaixona por Solène Marchand (Anne Hathaway) quando os dois se conhecem meio que acidentalmente no Coachella. Solène estava acompanhando a filha adolescente, fã da banda onde ele é vocalista e a atração entre eles é imediata e inegável.

Solène é uma mulher que está se recuperando de um divórcio traumático e recente, por isso hesita em viver um romance com o astro pop que poderia ser seu filho, mas logo seus argumentos para evitar o romance são vencidos pela insistência dele e as semanas que passam juntos rodando o mundo são mágicas, até que o etarismo dos amigos dele e a exposição pela fama atrapalha o relacionamento.
As idas e vindas do casal não chegam a nos emocionar, mesmo com a química entre eles. Conhecemos Solène e suas motivações, mas Hayes começa e termina um tanto cinzento, mesmo que seja até inocente em sua bondade e simpatia. Coisas que não ajudam The Idea of You. Há tantos filmes que exploram os problemas das diferenças etárias, alguns sociais e bastante outros sobre o desafio de famosos encontrarem a felicidade com “pessoas comuns”, que mesmo sendo uma adaptação do best seller de mesmo nome, não engrena. Nem a trilha “salva”.
Se está com horas para matar e tem menos expectativas, aí sim vale conferir. Ou se for fã de um dos dois astros. Pela conclusão do filme, ficamos perguntando quando Solène vai aprender a ter uma conversa mais aberta e não deixar de lutar pelo que quer. Facilitaria não apenas resolveria todos os conflitos como nos liberaria para buscar algo melhor. Será que tem mesmo?
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