Ao longo de mais de 40 anos acompanhando Madonna como early fan, posso ter mudado de adjetivos ao longo do tempo, mas. se precisar responder o sinônimo em uma única palavra? PIONEIRA. Tudo que veio depois dela é cópia.
Madonna sempre bebeu em muitas fontes, mas, sua genuína capacidade de não se importar faz dela única. Ninguém vai colocá-la em uma caixa. Mas quem melhor traduziu o evento de Copabacana foi o nigeriano Woody Lightyear, cujo texto traduzido reposto na íntegra abaixo. Confesso: chorei.

Com 1,6 milhão de pessoas, @Madonna A Celebration Tour no Rio quebra o recorde do maior show independente de qualquer artista na história. Não uma artista pop feminina, mas qualquer artista; homem ou mulher, vivo ou morto.
Embora seja uma bela amplificação quantificável do poder de seu legado, o significado de seu show no Rio é ainda maior do que o recorde que ela acabou de quebrar.
Esse show foi uma aula magistral de arte e política e um exorcismo dos ideais tradicionalistas diante de uma enorme quantidade de conservadores.
Os comentários atrevidos, expressões e simulações que capturam a liberação sexual. As ações religiosas de Like A Prayer. O destaque da cultura queer. E tantos outros temas explorados pelo espetáculo.
Tudo isso, conduzido por uma senhora idosa cujo arbítrio é sempre descartado pelo público devido à idade, a quem nunca deixam de lembrar que já passou do auge e deveria se aposentar. Todos nós sabemos o quão teimosamente ousada Madonna é.

Sobre a questão de as mulheres serem lembradas de que já passaram da idade devido à idade, Madonna é mais uma vez pioneira e acho que o significado disso é subestimado.
O valor da produção daquele show foi o máximo da arte!!! Interpretada por um homem de 65 anos!
Você não se pergunta por que Madonna é a garota-propaganda do preconceito de idade contra as mulheres na indústria, apesar de não ser a mais velha? Ela está reprogramando ativamente nossas imagens mentais do que uma mulher idosa pode fazer.
Uma mulher idosa ainda pode trabalhar duro para produzir produções ambiciosas e artísticas que falem com a cultura, e você pensaria que isso foi feito por algum jovem artista cheio de vitalidade.
Bem, sim, esse é o ponto. Que Madonna, 65 anos, com mais de 40 anos de uma carreira dominante, ainda está cheia de vitalidade artística, servindo uma direção criativa exemplar em seu trabalho para que futuros maiores de 60 anos possam se lembrar e se inspirar.
Portanto, não importa que esse recorde de 1,6 milhão de público seja quebrado em um futuro próximo – porque, convenhamos, o formato de show de Copacabana hoje é uma atração da cultura pop depois do show de Madonna.
O que importa é o impacto fundamental que a produção e a marca de Madonna criaram para a indústria e a cultura daqui para frente.
Uma estrela pop vindo para quebrar esse recorde de Madonna em um futuro próximo será uma validação do impacto cultural da The Celebration Tour no Rio. Mas isso não significaria que eles fizeram a mesma coisa que Madonna fez.
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Exato!
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