Quando Mark Wahlberg anunciou há 10 anos que queria resgatar o sucesso de O Homem de Seis Milhões de Dólares parecia um projeto de sucesso certo. Bom, pelo menos para quem cresceu nos anos 1970s e acreditada que slow motion e o som de ts ts ts ts ts era apenas porque a pessoa estava correndo tão rápido que apenas mostrando devagar que seria possível perceber sua habilidade. Ou o levantar uma sobrancelha e ao mesmo som do ts ts ts ts acreditar em uma visão de lente de aproximação. Isso porque foi assim que conhecemos Steve Austin, o ex-astronauta e primeiro homem biônico do mundo.
A série estrelada por Lee Majors foi um sucesso mundial e ficou no ar por cinco anos, entre 1973 e 1978, portanto impactando diretamente a imaginação de Mark, hoje com 53 anos, que claramente (assim como eu) um grande fã. Porém, estamos em 2024 e o filme ainda não saiu do papel, embora esteja em pré-produção.

O projeto está demorando por questões criativas o troca-troca começou com os diretores, primeiro Peter Berg, depois Damian Szifron até finalmente parar com Travis Knight, depois pandemia, greves… a sorte não está do lado de Wahlberg, parece. Ainda assim, o ator garante que teremos o filme antes dele entrar para o grupo dos sessentões. Será mesmo? Isso também depende se o astro conseguir resolver as pendências dos direitos autorais.
Bom, talvez alfinetando George Clooney, que um dia foi Batman, Mark sempre disse que nunca gostaria de fazer um “herói saindo de uma caverna com capa”, mas adoraria um homem excepcional. “Eu tenho um filme de super-herói em mente, e é The Six Billion Dollar Man, formalmente conhecido como The Six Million Dollar Man, que aumentou devido à inflação”, o ator brincou na Comic Con. “É fundamentado, e é plausível, real. Você sabe, há muita tecnologia biônica e ciência acontecendo agora. Então isso é algo que tem toda a realização de desejos de um super-herói, coisas incríveis”, explicou.
Para quem não conhece a história, a série original é a adaptação do romance Cyborg, escrito por Martin Caidin e publicado pela primeira vez em 1972. A história gira em torno de Steve Austin, um astronauta que sofre um grave acidente durante um voo experimental. Para salvar sua vida, os médicos substituem partes de seu corpo por componentes cibernéticos, tornando-o um “homem biônico” com habilidades sobre-humanas.

No livro, a trama explora temas como a integração entre homem e máquina, os limites da tecnologia e as implicações éticas de tais avanços. Steve Austin adquire uma força incrível, visão ampliada e a capacidade de correr a velocidades inacreditáveis, graças às suas melhorias biônicas. Ele então se torna um agente secreto, utilizando suas novas habilidades em missões perigosas.
O sucesso do livrou foi o suficiente para transformar em série e já em 1973 estreava na TV. A partir daí, Steve Austin entrou para o imaginário mundial e como seu braço, pernas e olho biônicos valem”seis milhões de dólares” que deram ao nome do show. Poucos anos depois, lançaram também o série spin-off, A Mulher Biônica, com Lindsay Wagner (se o filme der certo, claramente uma opção para uma atriz, concordam?)


A demora, no entanto, está à favor de Wahlberg. Em 10 anos, super heróis “de capa” estão desgastados a onda de nostalgia dos anos 1980s ultra em demanda, mas, por outro lado, a adaptação de outro sucesso de Lee Majors – a série Duro na Queda (The Fall Guy), ganhou um filme com Ryan Gosling, sem o desempenho esperado. O que ajuda mesmo a considerar o momento ideal da volta do homem de seis milhões (ou bilhões) de dólares é justamente porque a trama tem um tema extremamente atual. Livro e série ajudaram a cimentar a ideia de seres humanos aprimorados tecnologicamente na imaginação pública, e nunca estivemos mais amedrontados com como a biotecnologia é percebida na sociedade. Eu, pelo menos, estou pronta para reencontrar Steve Austin! Vamos acompanhar o andamento de toda essa negociação.
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