Emerald Fennell e a nova adaptação de Morro dos Ventos Uivantes

As críticas foram tão imediatas como se esperava em dias atuais, a diretora e atriz Emerald Fennell postou a logo de seu novo projeto em julho de 2024 e os puristas e os críticos pularam imediatamente com o discurso ‘não vi, mas não gostei’.

“Esteja sempre comigo – assuma qualquer forma – me deixe louco!”, Emerald citou a famosa frase de Heathcliff em Morro dos Ventos Uivantes, com a imagem de um esqueleto desconstruído aparentemente preparando uma poção. “Obra de arte da incrível Katie Buckley“, avisa no post. E é Mesmo uma linda imagem.

Mais linda ainda, e neurótica, é a declaração completa de Heathcliff para sua amada Cathy: “Esteja sempre comigo – tome qualquer forma – me deixe louco! Só não me deixe neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! É indizível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!”, ele diz. O mesmo trecho inspirou a cantora Kate Bush a escrever o clássico Wuthering Heights, que espero que esteja na trilha sonora!

A repercussão do filme que está em preparo para gravar ganhou mais atenção quando Emerald anunciou que dará o papel de Heathcliff para Jacob Elordi e que Cathy ficará por conta de Margot Robbie. Um casting pra lá de estranho considerando que Cathy no papel é mais nova que Heathcliff e com os atores é o contrário. E mais delicado ainda, há a questão da etnia de Heathcliff pesando contra também.

Essa semana três novos atores foram anunciados, comprovando que haverá diversidade, mas não a esperada. Hong Chau será Nelly Dean, a narradora do livro; Alison Oliver que trabalhou co Jacob em Saltburn será a sofrida Isabella Linton e Shazad Latif será Edgar Linton. Outros nomes ainda não foram anunciados, mas o quinteto principal da trama está formado e é curioso!

O Morro dos Ventos Uivantes marca o primeiro trabalho de adaptação de Emerald Fennell, que até agora já ganhou um Oscar e fez sucesso com roteiros originais. A produção da Warner só saiu do papel depois de uma acirrada guerra de lances com o estúdio americano ganhando os direitos da refilmagem. Segundo foi anunciado, a visão da diretora é a de “fazer algo que canalizasse o desejo e a dor do romance, ao mesmo tempo em que adicionava sua sensibilidade distinta e bela estética”.

Acredito no talento da diretora para atualizar o drama e apresentar algo instigante. A versão mais adorada da história é a de 1939, com Laurence Olivier e Merle Oberon, mas as versões de 1970, com Timothy Dalton e Anna Calder-Marshall e a de 1992, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche também são elogiadas. Para mim, é a de 1992 que mais se manteve fiel à história de Emily Brönte, as demais pulam o trecho mais doloroso da história.

Houve também adaptações para TV como a de 1978, com Ken Hutchison e Kay Adshead, e a de 2009, com Tom Hardy e Charlotte Riley, mas apenas a refilmagem mais recente, de 2011, incluiu a etnia correta de Heathcliff com o ator James Howson, que contou com Kaya Scodelario como Cathy.

Vamos acompanhando qualquer novidade!


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